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Onda de furtos assusta jundiaienses

Angelo Augusto | 27/07/2019 | 05:00

Casos diários de furtos e roubos em diversos bairros de Jundiaí estão deixando a população em alerta. Nessa semana, por exemplo, três mulheres tiveram seus pertences levados enquanto esperavam o ônibus no bairro Morada das Vinhas.

Após reportagem do Jornal de Jundiaí, publicada ontem (26), muitos leitores relataram casos recentes em diversos pontos da cidade. Eles reclamam de furto de estepes no bairro Santa Gertrudes, invasões em residências no Vista Alegre, além de muitos assaltos em comércios da Ponte São João. De acordo com as reclamações, as principais causas de tantos roubos no município são a falta de viaturas rondando nos bairros, principalmente aqueles mais afastados, e a baixa iluminação em determinados locais públicos.

Porém, a maioria das ocorrências acontece na região central, tanto nas ruas quanto dentro de comércios e os objetos mais procurados pelos ladrões são os aparelhos celulares. Segundo o delegado da Polícia Civil de Jundiaí, Felipe Bueno Carbonari, esses crimes são caracterizados como furto, pois não há violência ou grave ameaça. Os objetos são levados e muitas vezes a vítima só percebe algum tempo depois. Ele reitera a importância de registrar um boletim de ocorrência (BO) nesses casos.

“Hoje em dia, a tecnologia do celular permite que a pessoa faça o bloqueio do aparelho, e através do número do IMEI nós conseguimos saber se os aparelhos que são recuperados são resultado de roubo ou furto”, completa.

Muitos aparelhos encontrados não são devolvidos aos seus donos, por falta do BO, tornando impossível a identificação. “Alguns bandidos já possuem conhecimentos de informática, como se fossem hackers, e conseguem fazer uso dos aparelhos roubados mesmo depois de a vítima fazer o bloqueio. Por isso o trabalho de recuperação é tão importante”, relata o delegado.

De acordo com investigações da Polícia Civil, existe forte ligação entre os locais dos furtos e regiões onde existem pontos de venda de drogas. “A maioria dos furtos é praticada por usuários, que trocam os objetos roubados por drogas ou vendem em São Paulo naquelas “feiras do rolo”. O principal alvo dos bandidos são as mulheres, muitas vezes idosas, uma vez que oferecem menos resistência”, conta Carbonari.

O delegado afirma que a prevenção é muito importante. O furto geralmente é fruto de uma oportunidade, um descuido ou desatenção da vítima. Os objetos muitas vezes são levados das mãos das vítimas, enquanto estão distraídas em lugares abertos, ou quando são deixados em locais de fácil acesso, como balcões de lojas.


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