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Ouvir desabafo é uma forma de se evitar o suicídio

| 08/06/2014 | 00:05

Quando a depressão se sobrepõe à vida, algumas pessoas buscam saídas para a dor que sentem. Uma preocupação cada vez maior entre profissionais de saúde mental e organizações não governamentais envolvidas com o cuidado à vida é o aumento considerável de suicídios, principalmente entre jovens.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio constitui a segunda maior causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos. Os índices entre os jovens aumentaram tanto que, em um terço dos países, esta faixa de idade é considerada a de “maior risco” pela OMS. Ainda segundo a entidade, 20 milhões tentam suicídio por ano e quase 5% da população mundial tentou pelo menos uma vez ao longo da vida.

O artigo “Perfil do adolescente que tenta suicídio em uma unidade de emergência”, publicado na Revista Brasileira de Enfermagem, descreve a adolescência como um período de conflitos e vulnerabilidade, o que acaba aumentando o risco de uma tentativa de suicídio.

A percepção de que a quantidade de suicídios está crescendo é clara ao Grupo de Apoio à Vida (GAV), uma entidade sem fins lucrativos de Jundiaí que existe para ouvir desabafos de qualquer pessoa – anonimamente – por meio de ligações telefônicas. Hoje, com 12 voluntários, eles notam que os jovens são os que mais chegam a atitudes extremas, geralmente por não encontrarem com quem conversar de verdade.


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