Jundiaí

PAAPI – Projeto Acadêmico de Assistência aos povos indígenas

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Crédito: Reprodução/Internet

O Projeto Acadêmico de Assistência aos Povos Indígenas (PAAPI) nasceu em 2009 por meio da iniciativa de acadêmicos do Grupo de Medicina da Família e Comunidade (GMFC) do curso de Medicina do Centro Universitário Lusíada (UNILUS). O GMFC possuía como ideologia a prática humana da Medicina, fundamental ao acadêmico em formação, e a necessidade da interação entre alunos e comunidade em todos os níveis de atendimento. Em 2010, dezoito voluntários de Medicina sob orientação de professores puderam fazer uma expedição para ajudar as comunidades indígenas de Sangradouro e Meruri, localizadas no Mato Grosso. Essa foi a primeira expedição e, desde então, o projeto se manteve e só cresceu dentro e fora de nossa universidade, principalmente, no reconhecimento indígena daquela localidade.

Atualmente, as expedições duram em torno de 10 dias e ocorrem nas férias de janeiro, onde cerca de 40 estudantes do primeiro ao quarto ano do curso de medicina, acompanhados de um médico voluntário, viajam para as duas aldeias citadas e ficam hospedados em alojamentos de missões Salesiana locais. O PAAPI tem por objetivo exercer atividades que são divididas em três frentes: assistência básica a saúde, coleta de dados para orientar novas visitas e palestras em medicina preventiva à comunidade.

Através de visitas domiciliares, fazemos anamnese nos moradores locais, que consiste na identificação do paciente, perfil socioeconômico e demográfico e histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente, além de um exame físico, no qual é possível identificar principalmente doenças cardíacas e pulmonares. Concomitante aos atendimentos, os membros desenvolvem a promoção da saúde na comunidade, realizando palestras educativas preventivas sobre as principais doenças locais, como diabetes, hipertensão, leishmaniose, alcoolismo, além de questões como lixo e higiene para a população e agentes de saúde. Para que o trabalho proposto funcione, é necessário que haja uma boa relação entre voluntários e comunidade, que é construída a partir de atividades de esporte e lazer propostas pela equipe de voluntários aos indígenas.

Por meio do convívio com a realidade local, os acadêmicos têm a oportunidade de vivenciar a importância da relação: meio ambiente-comunidade-família-indivíduo como determinante do processo saúde-doença e na manifestação da História Natural da Doença.

As expedições são totalmente organizadas e financiadas pelos próprios estudantes. São feitas rifas, pedágios, venda de doces, coletas de doações e a já tradicional Feijoada Beneficente do PAAPI, que é um evento 100% beneficente para a arrecadação de fundos.

COMO AJUDAR?

No Instagram do projeto, deixamos uma lista com todas as doações necessárias que precisamos arrecadar para conseguir realizar a feijoada beneficente ou medicamentos e produtos de higiene para levarmos direto para as aldeias. Podemos compartilhar a marca e/ou estabelecimento parceiro e publicar fotos das doações.

Para saber mais sobre o projeto:

Facebook: @paapifcms

Instagram: @paapifcms

“Toda ajuda genuína começa com ser humilde frente aquele que quero ajudar, e tenho que entender que ajudar não é querer dominar, mas servir, se eu não conseguir fazer isso, sou incapaz de ajudar quem quer que seja.” (Soren Kirkegaard)


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