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Pais são notificados sobre vírus ‘mão-pé-boca’

DA REDAÇÃO | 18/06/2019 | 08:01

A leitora do Jornal de Jundiaí, Ana Caroline Fondato, enviou uma mensagem à redação contando que a escola onde a filha estuda, Cemeb Zilda Arns, no Jardim America IV, em Várzea Paulista, mandou bilhetes nas agendas das crianças informando os pais que a escola estaria com uma epidemia de um vírus conhecido popularmente como mão-pé-boca. Ana conta que um dia após receber o bilhete, a filha apresentou febre, um dos sintomas da doença. Ao ligar na escola, a mãe descobriu que outras crianças estavam de atestado porque haviam sido infectadas pelo vírus.

De acordo com a pediatra Rosa Estela Gazeta a doença é muito comum nessa época do ano e mais frequente em crianças. “Normalmente não é grave. Não causa danos maiores nem coloca a criança em risco, mas faz com que tenha muita febre e dificuldade em se alimentar. Tem esse nome porque causa pequenas bolhas nos pés, nas mãos e na garganta”, explica. A médica afirma que a doença é transmitida via contato pessoal. “Objetos contaminados por saliva de pessoas com o vírus e contato respiratório próximo são as formas mais comuns de transmissão entre as crianças, que convivem muito tempo juntas. Os principais sintomas são febre, que pode ser alta, falta de ânimo e dificuldade em se alimentar por conta das pequenas bolhas que estouram, deixando o local dolorido”, explica.

A doença não possui tratamento específico e é parecido com o de outras viroses. “É recomendado o uso de antitérmicos, banhos para baixar a temperatura, uma alimentação leve, em geral pastosa e fria e sem substâncias ácidas, como frutas cítricas. Com isso, a criança consegue se alimentar melhor. Se necessário, pode ser administrado o uso de analgésicos para alívio das dores”, diz.

Segundo a prefeitura de Várzea Paulista, esse foi um problema pontual na escola. A recomendação é sempre fazer a desinfectação do local, em especial nos objetos de uso compartilhado como brinquedos e mesas.

Em Jundiaí, a Unidade de Gestão da Educação (UGE) informa que enviou às escolas municipais uma orientação para que informe a Unidade Básica de Saúde (UBS) referência do bairro caso seja identificado mais de um caso da síndrome “mão-pé-boca” na unidade escolar. As escolas também orientaram as famílias sobre as medidas preventivas, em ação conjunta com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS).

A UGPS, por meio da Vigilância Epidemiológica (VE), informa que a síndrome “mão-pé-boca” não é um agravo de notificação compulsória. Até a sexta-feira (14), apenas um caso foi registrado por Unidade Básica de Saúde (UBS), no bairro Guanabara.


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