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Pais trocam escolas particulares pelas municipais de Jundiaí

DA REPORTAGEM LOCAL | 16/02/2019 | 05:00

Aulas de inglês a partir da Educação Infantil, robótica, educação emocional e o 1º FabLab público municipal, em parceria com uma Prefeitura – são alguns dos quesitos apontados pelas famílias para a escolha pelas Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) no momento da matrícula das crianças. De acordo com a Unidade de Gestão de Educação (UGE), a busca pelo ensino municipal ampliou em 15% nos últimos dois anos e deve manter o percentual nos próximos meses.

A secretária executiva Kátia Tobias faz parte deste grupo de pais. Na justificativa dela, a qualidade do ensino foi determinante para a escolha pela rede municipal para o filho Joaquim, de 8 anos. “Morava em São Paulo até o final do ano passado. Meu marido veio trabalhar em Jundiaí e resolvemos nos mudar para cá, para viver com mais tranquilidade. Para a educação do nosso filho escolhemos a rede pública, pois tivemos ótimas referências. Em São Paulo ele ficava na escola particular.

Aqui constatei, quando fiz a matrícula e visitei a escola, que tudo é organizado, professores comprometidos e equipe dedicada. Estou muito satisfeita. A proposta pedagógica é construtiva, para que as crianças aprendam com prazer”, comenta a mãe, que tem uma irmã educadora em São Paulo entusiasta do modelo pedagógico jundiaiense.

Camila Ribeiro Vieira é mãe de Maria Clara, 10 anos. A menina estudava em escola particular até os 8 anos e passou para a rede pública. “Estou muito satisfeita e me arrependo de não ter buscado a rede pública antes. Os professores são experientes a educação não é restrita. Eles têm aulas sobre meio ambiente e outras ações, inclusive o inglês. No próximo ano ela deixará a Emeb. Estamos buscando bolsas de estudo. No ano passado a Maria prestou as provinhas para bolsas em escolas particulares. Conseguiu 40% sem ter completado todo o ciclo. Acredito que, com a educação deste ano, ela conquistará um percentual ainda maior”, detalha.

“Eu gosto muito da minha escola. Lá tenho aulas de inglês, educação física e aprendo muito. Ainda não fui ao FabLab, mas fiz vários passeios pela escola além de aulas sobre a guarda responsável dos nossos animais de estimação”, comenta a menina, que estuda na EMEB Geralda Berthola Facca. A mãe, Josiane Ribeiro Tavares, manteve a filha na escola particular até os 4 anos. “A Maria é muito esperta e não teve problemas na adaptação. A educação pública de Jundiaí me surpreendeu. Estou muito satisfeita com a qualidade, que inclui até aulas de inglês desde os 4 anos. Introduzir outros idiomas na infância favorece a aprendizagem e facilita os estudos ao longo do desenvolvimento da criança”, explica.

Exemplo de casa
Servidor público de carreira na Prefeitura de Jundiaí, o gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), Tiago Texera, tem o filho Miguel, 5 anos, matriculado na rede municipal de ensino, na EMEB Haydee Dumagin Mojola. “A grade curricular da educação de Jundiaí contempla não somente a educação básica, como agrega inglês e até o italiano, a partir deste ano. É um sistema diferenciado no Brasil. Educação de excelência direcionada para formar crianças com base sólida para seguir os próximos passos no desenvolvimento educacional. O Miguel está na rede municipal desde os 3 anos.

Escola Inovadora
É comum o prefeito Luiz Fernando Machado dizer em suas aparições públicas que, junto com a saúde, a educação está entre as prioridades das ações do atual governo. De 2017 para cá, a atual gestão contabiliza dentro do programa Escola Inovadora ações como aulas de inglês para as turmas de 4 e 5 anos, a estruturação do FabLab, no Complexo Argos, reformas de grande proporção unidades de ensino – com o viés de que o espaço influência na aprendizagem, além da inserção das aulas de italiano a partir de uma parceria com o Consulado Italiano no Brasil em São Paulo.

Os mais de 37 mil estudantes entre crianças, jovens e adultos matriculados na rede municipal respondem aos investimentos feitos pela administração com as boas notas registradas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), com 7.1, meta projetada para 2021. “Com a Escola Inovadora o conceito de educação foi ampliado e as ferramentas para o ensino também são renovadas, ano a ano, com a realização da Semana de Atualização Pedagógica (SAP). Sabemos que 60% das profissões dos próximos anos ainda não são conhecidas. Por isso, preparar as crianças para esse mercado desafiador faz parte das ações do ensino fundamental. Sabemos que é na tenra idade que se forma a maior parte das conexões cerebrais”, detalha o prefeito Luiz Fernando Machado.

O prefeito ainda lembra dos comentários recebidos via redes de comunicação. “Muitos pais relatam o impacto quando as crianças deixam as Emebs e passam para a rede estadual de ensino. É comum ouvirmos desabafos no momento da mudança. A Educação recebe a maior fatia do nosso orçamento, com R$ 498.684.100,00, ou seja, 26,35%. Não é um gasto. É investimento na formação das próximas gerações”, salienta.

A gestora da Unidade de Gestão de Educação (UGE), Vasti Marques Ferrari, aposta na melhoria dos resultados conquistados pelos estudantes a partir das ações desenvolvidas nos últimos 24 meses. “Nossas crianças são potentes, criativas e inteligentes. O que fazemos é proporcionar espaço para o desenvolvimento a partir de ferramentas inovadoras. Alcançamos o IDEB previsto para 2021 no ano passado. O índice é superior à média nacional, que é de 5.5 a 5.8. Contudo, temos espaço para conquistar ainda mais com ambiente educativo proporcionado pela gestão”, detalha a responsável pela unidade, apontando as iniciativas elencadas pela Escola Inovadora na grade curricular, como a robótica, aulas de empreendedorismo e o FabLab, primeiro municipal, conquistado por meio de parceria com o SESI.

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