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Paixões que vão além dos confetes e das serpentinas

SIMONE OLIVEIRA | 17/02/2019 | 05:03

Engane-se quem pensa que um amor conquistado no Carnaval só dura até a quarta-feira de Cinzas. Há muitos casos em que o amor e a paixão, iniciados entre as marchinhas e samba-enredos, ultrapassam não só a quarta, mas o ano inteiro. E por que não encontrar seu companheiro da vida inteira no meio da folia? O JJ traz duas histórias de casais que arriscaram e fizeram da alegria carnavalesca uma oportunidade de conquistar um grande amor. Alegria e respeito são os ingredientes que fazem a diferença.

O casal Maria Fernanda Palvarini, de 39 anos, e Ademir Tafarelo, de 65 anos, está junto há 13 anos. O encontro aconteceu justamente durante uma festa de bloco carnavalesco. Fãs do Carnaval e animados para curtir a festa, eles foram despreocupados da obrigação de conhecer alguém, mas o cupido falou mais alto. “Nos conhecemos uma festa do Refogado do Sandi. Estávamos com um grupos de amigos e em determinado momento da festa ele chegou em mim. A partir deste dia não nos desgrudamos mais e todos os carnavais passamos juntos.”

Ela conta que não se tratou apenas de uma paquera, mas sim uma história de amor. “Posso dizer que vale a pena sim arriscar mesmo quando se trata de uma festa com muita gente e cheia de oportunidades”, diz Fernanda.

OUSADIA
Sem medo de levar um fora, o comerciante Eduardo Moura de 57 anos tomou coragem para chegar até Alexia Muller Moura, de 52 anos, em pleno baile de Carnaval de 1985. Eduardo conta que eles se conheceram no final de 84, mas foi no Carnaval que começaram a namorar. Eles combinaram de se encontrar no baile e assim começou a história de amor deste casal. “Éramos sócios de um clube aqui da cidade e conhecemos muita gente, mas neste dia do encontro fomos sozinhos e foi uma noite muito especial.”

Ele confessa que tomou a iniciativa de pedi-la em namoro ali mesmo, no meio do baile. E teve sucesso. “Eu perguntei se queria ficar comigo somente naquela noite ou se ela gostaria de ser minha namorada. Ela disse sim e a partir deste dia começamos a namorar. Nos casamos e tivemos duas filhas, Gabriela e Isadora, que também gostam de Carnaval”, diz Eduardo.

Até hoje fazem questão de ir às festas e bailes. “Continuamos a ir em todos as festas de Carnaval, inclusive saímos em uma escola de samba da cidade e em muitos blocos, claro. A Alexia já foi rainha do Sandi e madrinha no Chupa que é de Uva.”

Para eles, vale a pena arriscar para conquistar um amor e constituir uma família. “Nós somos a prova que amor de Carnaval vale muito a pena. É lógico que a vida não e só confete e serpentina, mas quando se tem amor você diz: ‘vou beijar-te agora não me leve a mal, hoje é Carnaval’.”

CARNAVAL 2019 CASAL DE CARNAVAL ADEMIR TAFARELO MARIA FERNANDA PALVARINI


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