Jundiaí

Pão e Poesia se adapta ao digital


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Crédito: Reprodução/Internet
Se você viveu a juventude em Jundiaí na década de 90, deve se lembrar do projeto Pão e Poesia, que surgiu em 1993 com o título “A Arte Contra a Fome”, idealizado por Tom Nando (Fofão), Henrique Parra Parra e Thomé Zabelê, inspirados na campanha “Contra a Fome e Pela Vida” do sociólogo Hervert de Souza, que tinha como objetivo arrecadar mantimentos para doar aos mais necessitados. “Como toda reunião de artista acaba em show, criamos na época o evento Pão e Poesia, onde agregamos todos os segmentos de arte da cidade. Com auxílio da Prefeitura e de muitos voluntários de diversas áreas, começamos a realizar os eventos no Parque da Uva”, conta Fofão. O cantor lembra que a entrada para as apresentações era 1kg de alimentos não perecíveis e com isso arrecadavam muitos mantimentos. “Em algumas edições chegamos a arrecadar cerca de 150 toneladas de alimentos, com participação de mais de 700 artistas, locutores de rádio, pessoal de mídia e voluntários. Tudo foi doado ao Fundo Social de Solidariedade (Funss)”, conta ele. A última edição foi em 2001 com o tema Voluntariado é Vida. Hoje, quase 20 anos depois, a iniciativa vem ganhando força novamente, mas dessa vez, adaptada para o momento atual. “Nos deparamos com a necessidade de fazer novamente um movimento que traga a união pela vida. Vemos a necessidade de encampar esta ação pela arrecadação de alimentos e material de limpeza e de higiene para quem está parado por conta do isolamento social. Nesse sentido, com o avanço dessa pandemia do coronavírus, surgiu a ideia de juntarmos novamente os artistas e fazer o que o Pão e Poesia fez no passado. Arte por doação. Só que desta vez será virtual”, explica Fofão. E completa. “Estamos desenvolvendo uma página no Facebook para fazer lives dos artistas. Todas as vertentes são bem-vindas. A frequência das lives dependerá da quantidade de artistas que puderem participar”. As doações serão feitas diretamente ao Funss. A campanha será para que quando a pessoa for ao mercado, compre algo a mais para doar. Serão aceitos produtos de higiene e alimentos. “Qualquer ajuda, por mais simples, fará a diferença, pois acreditamos que não é somente o poder público que tem obrigação de fazer o país ser melhor”, ressalta Fofão.  

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