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Para abrir mais cursos, faculdades públicas de Jundiaí pleiteiam mais espaço à Prefeitura

GUSTAVO AMORIM - gamorim@jj.com.br | 04/03/2018 | 01:20

Com o objetivo de aumentar a opção de cursos disponíveis para a população, a Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) e o Instituto Federal de São Paulo – Campus Jundiaí (IFSP-Jundiaí) vêm mantendo conversas frequentes com a prefeitura da cidade no sentido de pleitear mais espaço físico para as instituições. A revelação foi feita pelos diretores da Fatec, Prof. Dr. Francesco Bordingnon e do IFSP-Jundiaí, Lucivaldo Paz de Lira. Como o Complexo Argos (onde está instalado o IFSP-Jundiaí) e o Complexo Fepasa (Fatec) são da equipamentos públicos da Prefeitura de Jundiaí, vem da administração municipal a autorização e o custeio de reformas necessárias para a utilização dos espaços.

Fatec Jundiaí defende que unidade pode oferecer mais cursos, mas para isso precisará de mais espaço disponível dentro do próprio Complexo Fepasa. Foto: Rui Carlos.

Fatec Jundiaí defende que unidade pode oferecer mais cursos, mas para isso precisará de mais espaço disponível dentro do próprio Complexo Fepasa. Foto: Rui Carlos.

“O crescimento do Instituto está muito atrelado com o acordo de cooperação que temos com a prefeitura. Já temos o terreno que foi doado para construção do Campus, e agora estamos em negociação com o Ministério da Educação para a realização desse obra, que deve começar em dois anos. Mas atualmente atendemos mais de 800 alunos e o espaço no Complexo Argos já é pequeno para o curso, então precisamos da cessão de outros espaços na Argos para que consigamos aumentar os cursos antes da construção nesse terreno (que está a cargo do governo federal)”, detalha Lucivaldo Paz de Lira. O professor Francesco Bordingnon destaca que a Fatec, do ponto de vista físico, não consegue mais crescer com as salas destinadas atualmente. “Há muito espaço não utilizado aqui no Complexo Fepasa e são esses locais que queremos para aumentar os cursos de extensão, criar novos laboratórios e também novos cursos universitários. Como a estrutura é antiga, precisa de algumas reformas antes de iniciarmos a nova ocupação”, reiterou.

A Fatec já fala até em alguns eixos curriculares que pretende implantar quando o espaço for disponibilizado: “provavelmente começaríamos com empreendedorismo e automação industrial, mas não é uma definição. Jundiaí é uma cidade específica, com economia muito diversificada. Diversas áreas como alimentos e bebidas, setor de plásticos junto ao setor automotivo e o setor de aviação também estão no nosso radar”, revela Francesco Bordingnon. O IFSP-Jundiaí afirma que está em processo de audiências públicas para compreender a demanda da população e, no final de 2018, deverá ter os eixos curriculares já definidos.

Estudantes aprovam estrutura, mas pedem mais salas
O Jornal de Jundiaí ouviu três estudantes que, dentre os pontos citados, veem o espaço como o principal entrave para o desenvolvimento da Fatec. Laura Iop, de 19 anos, Matteo Pinheiro, de 22 e Gregory Oliveira, de 19, lembram que os computadores da faculdade lotam em vários dias. “Precisamos de mais espaço para melhorar a estrutura, que é boa”, dizem.

Universidade não chegará
Questionado pelo Jornal de Jundiaí se vê a possibilidade de instalação de uma universidade pública de grande porte (USP, Unicamp, Unesp, por exemplo), o diretor da Fatec Prof. Dr. Francesco Bordignon afirmou que a ideia não deve ser implementada. “Jundiaí fica entre dois polos com duas universidades gigantes, que são a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade de Campinas). A demanda em Jundiaí também é mais específica, para outro tipo de formação”, reiterou. Em 2006, um projeto do então deputado federal Durval Orlato previu a construção da Universidade Federal de Jundiaí (Unifej), mas a tramitação não andou no legislativo e foi arquivada em 2008.

Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Jundiaí confirmou que mantém diálogo permanente com Fatec e Instituto Federal. A administração, entretanto, não diz se irá atender as demandas nas faculdades públicas. Porém, a Prefeitura reitera que está atenta às mudanças tecnológicas e da sociedade, e formula a Agenda Jundiaí 2030. O curso de Engenharia ferroviária deve ser aberto.


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