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Família Moretti recebe homenagem do Itália Canta

DA REDAÇÃO | 11/11/2018 | 10:30

O Itália Canta chegou a homenagem de número 801, dedicada à Família Moretti. O quadro foi elaborado pelo saudoso Tobias Muzaiel e é uma parceria entre a Rádio Difusora e o Jornal de Jundiaí. A pesquisa histórica é feita por Rolando Giarolla.

Em 1880, Antônio Moretti e Maria Francisca das Dores Moretti vieram de navio para o Brasil, onde desembarcaram no Porto de Santos. No Brasil, foram para a região de Pirassununga e Descalvado, onde encontraram com um amigo, também italiano, já instalado, bem sucedido e proprietário de terras.

Convencido pelo amigo, Antônio Moretti procurou e comprou terras na região. A área adquirida denominou-se Fazenda da Boa Esperança, onde cultivaram café. Com o lucro do café, adquiriram outras áreas em Descalvado, denominada Fazendinha. Que foi deixada para os filhos Osório e João administrarem. Com a crise do café, deixaram as plantações e vieram para Rocinha (hoje Louveira), onde adquiriram outras terras e iniciaram o cultivo de uvas.

Em 1914, na Rocinha, nasceram os demais filhos: Pedro, Francisco, Laurindo e Gabriel Moretti. A família Moretti é enorme, tendo descendentes em quase todo o Brasil. A maioria encontra-se em Pirassununga, São Paulo, Descalvado, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e Jundiaí.

Pedro Moretti, apaixonado por futebol, foi convidado em Louveira, para jogar e trabalhar na extinta Companhia Paulista de Estrada de Ferro Santo á Jundiaí, onde ocuparia o cargo de Chefe de Estação, em Jundiaí, na estação localizada sob o Viaduto da Ponte São João (Dr. Ademar de Barros).
Devido a sua função na estação, foi obrigatório a instalar-se em Jundiaí, onde se hospedou em uma pensão, muito comum na época. Foi nessa pensão, na Rua Dr. Torres Neves, que conheceu sua atual esposa, Margarida Bedin Bessa, filha do proprietário da pensão, e de todas ás pensões na referida rua.

Com o casamento, a pedido do sogro, passou a ajudar na administração dos bens da família Bussan. Algum tempo depois, demitiu-se da Companhia Paulista e tornou-se empresário. Sendo um apaixonado por futebol, sempre encontrou tempo para dedicar-se ao esporte. Frequentador do Paulista Futebol Clube e sabedor das dificuldades administrativas e financeiras do clube, na época, ofereceu sua ajuda, sendo solicitado para a cobrança de mensalidades dos sócios. Devido a sua dedicação ao clube, tornou-se “presidente tampão” quando nomeou Bento Figueiredo na presidência, evitando, assim, a falência e fechamento definitivo da entidade.

Também torcedor fanático do São Paulo Futebol Clube, veio a tornar-se seu Diretor do Interior, onde conviveu com os amigos Laudo Natel, Manuel Raimundo, Vicente Feola, Henry Aidar, e outros, todos os diretores do clube na capital.

Devido a sua influência no São Paulo F.C, fundou aqui, em Jundiaí, o São Paulo Futebol Clube, aonde os uniformes do time vinham como cortesia da sede, na capital paulista. Ganhador de vários títulos em Jundiaí nas categorias mirim (dente de leite), infantil e juvenil, foi também o maior revelador de jogadores tais como: Dalmo, Gaspar, Xistê, Dele, Palhinha, Vagninho, etc. A dedicação apaixonante de Pedro Moretti ao São Paulo F.C, juntamente com a assistência do clube da capital, levou o time do interior ao seu auge. Daí criou-se, em Jundiaí o slogan “Quem jogou no São Paulo, foi bom de bola”.

O casal Pedro Moretti e Margarida teve um único filho, Antônio Carlos Moretti, hoje casado com Júlia Mioline Chaves Moretti, tendo como filhas Raquel e Cinthia.

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