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Paralisação tem baixa adesão em Jundiaí

SIMONE DE OLIVEIRA | 15/06/2019 | 05:01

Ao contrário de algumas cidades do Estado, em especial da Capital onde a paralisação de trens e metrôs complicou a vida de milhares de pessoas, em Jundiaí o cenário foi diferente no dia marcado por manifestações contra a Reforma Previdência e outros assuntos ligados ao Governo.

De acordo com representantes do Movimento Sindical Unificado de Jundiaí e Região, manifestantes impediram a saída dos ônibus urbanos da Viação Jundiaiense e da Viação Leme. Até às 5 horas, apenas 30% da frota circulava pela cidade. Somente às 6h é que todos os ônibus começaram a circular normalmente.

Mesmo com o clima calmo, muitas pessoas que saíram de casa logo pela manhã contaram estar preparadas para as eventualidades do dia. Quem veio a Jundiaí utilizando a via férrea, por exemplo, falou do clima tranquilo.

Segundo Maria de Lourdes da Rocha, de 62 anos, não houve atraso de horário entre Francisco Morato e Jundiaí. “Fiquei com receio de chegar à estação e não ter trem para Jundiaí, mas foi tranquilo. Só espero que não atrase para eu voltar”, comentou.
Acostumada a vir pra Jundiaí, Grasiella Teles, de 39 anos, também falou sobre a tranquilidade. “Acho que é apenas em São Paulo o tumulto maior.”

Concentração
Na manhã de ontem, representantes dos sindicatos se reuniram em frente a praça Governador Pedro de Toledo, no centro de Jundiaí, para falar sobre a paralisação que estava acontecendo em vários estados. Palavras de ordem, como ‘não à Previdência’ e ‘golpe’ foram ditos.

“Estamos aqui lutando por uma reforma justa e transparente, sem privilégios para ninguém. Do jeito que estão propondo quem vai pagar a conta, mais uma vez, será o trabalhador. Por isso é preciso essa união, essa demonstração de luta contra esses abusos”, disse Eliseu Silva Costa, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.

A professora Luciane Xavier disse os atos são importantes para lembrar que o povo não deve pagar a conta sozinho. “São várias as mudanças que desejam fazer, mas nada que afete as pessoas que têm dinheiro. Eu acredito que a mudança só trará prejuízos para quem de fato trabalho”, diz.

Já aposentada, Sueli Rafael Gomes, de 60 anos, diz que lamenta as pessoas que terão suas aposentadorias afetadas. “Eu amo meu país e espero que estas mudanças não prejudiquem as pessoas. Claro que tem gente que reclama das paralisações, mas antes parar por algumas horas do que ter prejuízos futuros”, comenta.

Durante o dia, um ato foi realizado no Centro com representantes de sindicatos que enfatizaram sobre a reforma

A professora Luciane Xavier está preocupada com a reforma

Patriota, Sueli Rafael diz que é importante protestar nas ruas

 

 

 

 

 

 

 

 


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