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Parque da Represa sofre com alagamentos

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 19/03/2019 | 05:02

“Dizem que Jundiaí não tem mar. Olha o mar aqui”. Essa é a situação relatada pelo morador do bairro Parque da Represa, Dioracy Parize, conhecido como Paraná, em relação ao nível do rio Jundiaí-Mirim que passa pela região próxima ao Grendacc. Sempre que chove a água transborda e invade as casas dos moradores, relata o aposentado. “A minha (casa) não alaga porque depois que inundou pela primeira vez eu coloquei uma comporta para segurar a água”, relata.
Segundo Paraná, isso acontece por conta do assoreamento do rio. “Com intenção de não deixar a água subir, a prefeitura colocou pedras e terra nas bordas do rio e por causa das chuvas, todo esse material desceu e acumulou no fundo. Isso faz com que ele suporte menos volume de água e transborde”, afirma.
Segundo a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) foi iniciado, no mês passado, o desassoreamento de cerca de 50% do trecho do rio Jundiaí-Mirim que passa pelo Parque da Represa. “Em função das fortes chuvas do mês passado e da necessidade de atender outras demandas urgentes, o trabalho foi interrompido e será retomado dentro de até duas semanas”, informa a unidade em nota.
Além dos alagamentos, um outro problema incomoda os moradores do bairro. O grande acúmulo de água parada faz com que muitos mosquitos se proliferem no bairro, assustando a população. “Desde o ano passado, cerca de 100 pessoas se mudaram daqui por medo de contrair dengue”, conta Paraná.
De acordo com a prefeitura as margens dos rios costumam formar bolsões que servem para reprodução de mosquitos do gênero Culex (pernilongo comum) e de espécies de quironomideos (sem importância médica). “Esses locais dificilmente servem como ponto de reprodução do Aedes aegypti em função da alta concentração de matéria orgânica. Contudo Técnicos da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) farão uma vistoria na região nesta terça-feira (19)”, informa.

MATAGAL
A moradora de uma parte mais alta do bairro, Angelina Mendes Costa não sofre com alagamento, nas enfrenta problemas com a quantidade de mato que cresce nas bordas do rio. “Nós sempre temos que pedir para a prefeitura vir aqui cortar todo o mato que acumula. Tem dias que não conseguimos enxergar o outro lado do rio de tão volumoso que ele está”, afirma a moradora.
Segundo a moradora, por com conta do volume alta da água, muitos jovens passam a tarde mergulhando no local. “Pode ser perigoso pois, além do risco de doenças, há muitas pedras no fundo que podem machucar”, relata Angela. Ela afirma que sempre vê jovens brincando nas águas do rio.
Segundo a Defesa Civil de Jundiaí, nos últimos três dias, o acumulado de chuvas em Jundiaí chegou a 79 mm. Em todo o mês já choveu 215 mm, volume que representa 54% da média histórica para o período.

PROBLEMAS NO BAIRRO PARQUE DA REPRESA  CORREGO CHEIO


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