Jundiaí

Passageiros que não respeitam normas são poucos, mas existem

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Crédito: Reprodução/Internet
Usuários do transporte público de Jundiaí percebem que, mesmo em exceção, há os que não respeitam as medidas de prevenção ao coronavírus e se expõem levando perigo também aos outros passageiros e aos funcionários. A lavradora Rosa Maria Gomes não utiliza o transporte público todos os dias, mas quando utiliza vê que nem todos estão cumprindo as regras. “Quando o ônibus para, as pessoas entram mesmo, não esperam. Algumas andam sem máscara, acham que a doença não existe, mas é a minoria. Já vi gente sem máscara no ônibus e no terminal, mas ninguém pediu para usar”, conta. A auxiliar administrativa Priscila Domingues Prado utiliza o transporte todos os dias e diz que a maioria dos passageiros utiliza máscara, mas não evitam aglomeração. “A máscara está normal. Alguns motoristas chamam a atenção para o uso delas, mas nem todos, acho que para evitar confusão. Já vi uma mulher entrar sem e o motorista teve que pedir para ela usar, mas em outra ocasião uma moça entrou sem máscara e o motorista não falou nada.” Priscila diz ainda que as aglomerações são ‘normais’. “O tumulto continua a mesma coisa e nem todo mundo está indo trabalhar. Acho que os ônibus estão mais cheios do que deveriam.”

TRABALHADORES

Se por um lado os usuários esquecem da importância do uso da máscara no transporte público, cabe aos motoristas alertarem sobre a obrigatoriedade deste uso. O motorista do transporte público Silvio Carlos Loreto conta que toma todo o cuidado que pode. “Eu passo álcool por todo o meu local de trabalho, uso máscara. Na parte de trás do ônibus é o pessoal do terminal que limpa. Infelizmente já aconteceram casos de passageiros sem máscara, mas a gente procura ser educado. Já aconteceu de eu perguntar da máscara e a pessoa descer. São poucas pessoas que tem consciência com aglomeração.” Há 18 anos como motorista, Rogério Loturco “Higienizo o meu local de trabalho com álcool em gel e água sanitária. A máscara é trocada regularmente, mas tenho que pedir para um ou outro passageiro usá-la, porém, às vezes não precisa nem falar porque os próprios passageiros avisam. Eu acho que as pessoas estão mais cientes. Dentro dos terminais nós não tínhamos o hábito de usar máscara, mas depois que um amigo morreu com covid-19 comecei a reforçar o uso.” Motorista há 13 anos, Roberto Pereira conta que trabalha normalmente com as medidas de prevenção. “Uso máscara, peço para o passageiro usar e quem não tem eu disponibilizo, para evitar confusão”, diz.

INFORMAÇÕES

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Jundiaí e Região (STTRJR), Paulo Ataíde, conta que a pandemia preocupa os trabalhadores do setor, expostos diariamente ao risco de contaminação. “Estamos tentando com a prefeitura aplicar os testes nos motoristas. Desde o início da pandemia cinco já foram contaminados, dois afastados e três ficaram internados. No começo da pandemia a gente entrou com uma liminar e o juiz nos concedeu o direito de receber da empresa álcool em gel, máscaras e a higienização dos carros”, diz o presidente. Agora a preocupação é com a aglomeração de pessoas. “Principalmente no Terminal Central os ônibus são muito cheios, há muita aglomeração e essa é a nossa preocupação agora. Devia ter separadores de filas em todos os terminais, mas não vi ainda”, comenta. Os separadores de filas foram anunciados como medida para a contenção das aglomerações no embarque de algumas linhas, segundo a Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) de Jundiaí. A UGMT diz também que tem tomado várias ações preventivas, como a intensificação da higienização dos ônibus, a limpeza das catracas, balaústres, ‘pega-mão’, encosto e nos próprios bancos. A UGMT informa que foram instalados dispositivos com álcool em gel em todos os terminais e os banheiros públicos têm novas torneiras com fechamento automático. Foram também colocados cartazes e faixas com avisos informando a população dos riscos de contaminação e mais de 30 mil máscaras foram distribuídas nos terminais desde o início da pandemia.

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