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Venda de scooters cresce 40% em Jundiaí

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 25/06/2019 | 05:01

Seja para fugir do trânsito ou economizar com combustível, a população tem buscado meios de transporte alternativos. Nesta procura, quem teve um expressivo aumento de vendas foi a scooter. Já o patinete, muito utilizado em São Paulo, aqui em Jundiaí aguarda regulamentação.

Conhecida no Brasil como “motoneta”, a scooter é um veículo motorizado de duas rodas no qual o condutor coloca as pernas para frente, em uma plataforma, em vez usar apoios laterais como em motocicletas tradicionais.

De acordo com o vendedor Arislei Teles, a procura em Jundiaí cresceu cerca de 40% em relação ao ano passado. “As vendas aumentaram muito. Hoje temos no mercado mais de um modelo. Algumas com designs diferentes, muitas cores e ainda uma diferença de potência do motor”, explica.

Arislei conta que já teve uma scooter e está se programando para comprar outra, pois vê muitos benefícios no meio de transporte. “Além da mobilidade, a economia de combustível é um grande diferencial. Como eu usava somente dentro da cidade, trocar o carro ou uma moto tradicional por ela economiza dinheiro e até mesmo tempo”, afirma.

Em Jundiaí, a scooter é um meio de transporte que necessita de habilitação para ser conduzido. De acordo com a prefeitura, para guiar motos com motor de até 50 cilindradas (cc), é preciso seguir as regras estabelecidas pelo Denatran, por meio da Lei 13.281, ou seja, é preciso ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A ou a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC).

 

Patinete

A polêmica que envolveu o uso dos patinetes elétricos na semana passada, em São Paulo, levantou uma discussão sobre transportes alternativos. Em Jundiaí, o meio de transporte não é permitido. De acordo com a Unidade de Gestão de Mobilidade e Transportes (UGMT), assim como a maioria dos municípios brasileiros, a cidade realiza atualmente estudos sobre a regulamentação do uso de patinetes.

Até que esses estudos sejam concluídos, as regras para esses veículos seguem as normativas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), na parte dos “equipamentos de mobilidade autopropelidos” (com algum tipo de motorização e com as dimensões de largura e comprimento iguais ou inferiores às de uma cadeira de rodas), junto com monociclos e triciclos, por exemplo. O texto da resolução diz que cada município pode regulamentar a circulação dos equipamentos.

No dia 14 de maio, a administração da Capital publicou um decreto provisório no Diário Oficial que regulamentou o uso dos patinetes e definiu algumas obrigatoriedades como a proibição da circulação de patinetes em calçadas. Os equipamentos poderão ser utilizados em ciclovias, ciclofaixas e, para garantir a segurança dos usuários, serão proibidos em vias onde os limites de velocidade sejam superiores a 40 km/h. As empresas de compartilhamento deverão fornecer capacetes para os usuários, possuir seguro que cubra danos e acidentes pessoais, e os patinetes não poderão ser usados por mais de uma pessoa por vez. Além disso, o transporte de passageiros, animais e cargas também é proibido.

 


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