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Paulista: Um time vencedor se constrói também fora das quatro linhas

Thiago Batista | 23/10/2019 | 05:00

Um time campeão não se constrói apenas com 11 jogadores em campo – é preciso ter elenco. E, é claro, também uma diretoria que ofereça todo o suporte necessário para os jogadores desempenharem o seu potencial.

Diretores do Paulista e da Kah Sports – gestora do futebol profissional na temporada – arregaçaram as mangas para trazer jogadores que poderiam incorporar o espírito vencedor do clube, e conquistar o acesso a A3.

“Não é só juntar 11 jogadores no campo e colocar para jogar. É um trabalho complexo. Eles (a Kah Sports) são especializados em futebol e provaram isso. Quando vai no vestiário não tem panelinha. Não tem ninguém deprimido. Eles pensam em ganhar o campeonato”, conta orgulhoso o presidente do Paulista, Rogério Levada.

No começo, o trabalho começava bem no início da manhã, madrugada ainda, pois o tempo curto era um adversário a mais para montagem do time. “Em vários dias, a gente começava trabalhar às 5h45, buscando jogadores. O técnico Fio indicava e a gente ia buscar, como Demarchi, que estava com um pé no São José, o Matheus Lopes, que estava praticamente acertado com Independente de Limeira”, lembra Hik Derbas, supervisor de futebol.

O pensamento do Paulista na temporada foi administrar o clube como empresa. E deu resultado. “Hoje estamos com uma divisão de empresa e temos de pensar assim. Não tem problemas de relacionamento e as nossas conversas são constantes. Até o ambiente fica melhor”, conta Levada. “No mundo do futebol, quase todos os clubes estão virando empresa. Na Europa, as exceções são Barcelona e Real Madrid. O Botafogo de Ribeirão é um clube-empresa e faz um trabalho excepcional. Mirassol idem. Por que não aqui?”, questiona Hik.

Apesar da campanha ter sido excelente (mais de 70% de aproveitamento), muitas críticas eram feitas no clube. “Quando perdemos para o Assisense, recebemos críticas que a gente tinha obrigação de passar por eles depois. Contra Independente em Limeira, estava empatado e o técnico deles pedia para acabar o jogo. Falaram que a gente deu sorte contra o Flamengo, na ida, quando ganhamos de 2 a 0. Então eu não entendendo nada de futebol”, lembra o supervisor.

Mas o maior orgulho é o resgate da história vencedora do Paulista. “Nós estamos com índice de aprovação excelente. A cidade voltou a respirar o Paulista”, afirm


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