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Peama comemora 24 anos e espera por mais alunos

GUILHERME BARROS | 14/03/2020 | 05:00

O Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas (Peama) é considerado hoje o terceiro maior projeto voltado para a pessoa com mobilidade reduzida ou deficiência intelectual. Com seus 389 alunos matriculados, a meta da instituição é chegar a 400 integrantes até o final de 2020. “Temos todos estes alunos distribuídos em 16 modalidades diferentes, praticando desde o atletismo, passando pelo caratê e a natação sendo o forte da instituição. A cada dez assistidos que nos procuram, oito deles estão iniciando em algum esporte e nunca tiveram contato com alguma modalidade”, explica o diretor do Departamento de Esportes Adaptados de Jundiaí, César Munir.

O programa começou em 1996 a partir de um trabalho de conclusão de curso de pós-graduação de professores de Educação Física na Unicamp. Depois de dois anos em fase de estudos no município, a instituição foi incluída de forma definitiva na pasta de esportes. A partir deste momento nascia na cidade um celeiro de atletas, como por exemplo, a aluna Mariana Harano, de 37 anos, desde os 13 no Peama. “Eu pratico natação, tênis, atividades com bola, atletismo, dança e caratê. Quando não tenho aulas fico chateada. Adoro estar aqui”, comenta.

A mãe da aluna, Sônia Maria Savieto, de 67 anos, comenta a importância do programa de atividades no desenvolvimento cognitivo a partir da entrada dela no Peama. “A atenção dela melhorou bastante depois que ela começou a praticar”, diz.

Apesar do foco do Peama se embasar no desenvolvimento social aliado à prática de esportes e não na excelência de resultados, os talentos são inevitáveis. Este ano Tomas Juan obteve índice para disputar os Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020. “São trabalhos que enchem os professores e participantes de orgulho e nos motivam a continuar com o trabalho”, continua César Munir.

Em um trabalho conjunto, os atuais 29 funcionários se organizam para atender os atletas. Um exemplo disso é do professor de educação física Rafael Silveira, há três anos no programa. Ele buscou no programa se reencontrar profissionalmente. “Depois de dez anos fazendo a mesma coisa eu quis me repaginar na profissão e tive todas as expectativas atendidas. Hoje não penso mais em mudar”, comemora.


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