Jundiaí

Pedidos de renegociação chegam a 2 mi

Geslane Rosa do Procon alerta para negociações feitas diretas com credores
Crédito: Reprodução/Internet
Mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas estão sendo processados pelos bancos, segundo levantamento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Os valores dessas negociações chegam a R$ 200 bilhões, conforme dados parcial de maio referentes aos bancos do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander. Os mesmos têm dado carência de 2 a 3 meses no vencimento de parcelas em várias linhas, como crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis, crédito para aquisição de veículos e capital de giro. Para o economista Marino Mazzei, apesar de todas as aparentes vantagens, a decisão de renegociar pede cautela. “Renegociar e se livrar de dívida é sempre um excelente negócio, desde que você tenha dinheiro e um emprego estável. “De nada adianta pagar uma dívida e se enterrar em uma outra. O ideal é colocar tudo na ponta do lápis, inclusive se atentar a possíveis encargos que possam estar embutidos frente a tantas facilidades oferecidas pelas instituições financeiras”, alerta. A chefe do Procon Jundiaí, Geslane Rosa, inclui outros cuidados. “A negociação deve ser feita diretamente com os credores, sempre buscando a harmonia e equilíbrio nas relações de consumo e melhores condições para a consumidor, de forma que ele consiga honrar com os pagamentos”.

NEGOCIAÇÕES

No caso das companhias de telecomunicação, que conseguiram fechar negócio em 9% das vezes, a busca por negociação foi a que mais cresceu, com 25% de aumento. Em seguida vem as empresas que fornecem serviço de televisão por satélite, em que a busca por um acordo aumentou em 23% e foi assinada em 38% dos casos. Outro serviço muito procurado foi o do setor de cartões de crédito, com um aumento de apenas 9% nas negociações, mais efetivamente de 38% no fechamento de acordos. O cartão de crédito continua sendo o grande vilão dos endividados, com as maiores taxas. “O consumidor que está com dívidas no cartão deve ver a possibilidade de linhas de crédito com juros menores, o que pode ser mais vantajoso do que parcelar a fatura do cartão”, orienta Geslane. [caption id="attachment_95181" align="aligncenter" width="800"] Geslane Rosa do Procon alerta para negociações feitas diretas com credores[/caption]

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