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Peixes variados começam a ser procurados para a Páscoa

ANGELO AUGUSTO | 29/02/2020 | 05:00

Com o fim das festas carnavalescas, agora é hora de pensar na Páscoa e com ela os itens para fazer uma boa e farta ceia. As próximas semanas serão marcadas pela procura dos ingredientes que serão usados no tradicional almoço da Sexta-Feira Santa, quando os cristãos não comem nenhum tipo de carne vermelha.

Além do bacalhau, que já é figurinha carimbada nas mesas de milhares de famílias, comerciantes acreditam que muitos consumidores irão optar por outros peixes, que aumentam o leque de receitas para sair da mesmice. O reajuste de alguns itens, principalmente do bacalhau, só será possível mensurar nos próximos dias.

“O cação está entre os mais procurados, principalmente para fazer moqueca. Camarão rosa, salmão e o filé de tilápia também estão na moda e devem ter um bom aumento nas vendas quando chegarmos mais perto da Páscoa. Por enquanto a procura aumentou bem pouco, mas já podemos perceber os primeiros sinais”, comenta Bárbara Furlanis, funcionária de uma peixaria em Jundiaí.

Ela falou ainda sobre a possibilidade de aumento nos preços dos peixes, que pode ocorrer nos próximos dias. “Por enquanto a nossa tabela não sofreu alterações, mas acredito que haverá sim uma mudança, principalmente do bacalhau, um dos produtos mais procurados não só por conta da data comemorativa, mas também por tudo o que está acontecendo com a economia global”, diz. Na peixaria em que Bárbara trabalha o bacalhau está sendo vendido por R$ 28,90 o quilo.

Proprietário de um empório, Vladimir Colepicolo diz que ainda não percebeu um grande aumento na procura pelos ingredientes para a Páscoa, mas acredita que as vendas irão crescer em breve. “Aqui nós temos todos os itens, como o bacalhau, a azeitona, o azeite de oliva e os vinhos e, durante todo o ano, estamos preparados para quando o movimento aumentar, mas acredito que ainda seja cedo porque as pessoas ainda estão pensando no Carnaval e o movimento aumenta principalmente nos dias mais próximos do feriado.”

E completa. “Em relação aos preços, ainda não saberemos qual vai ser o reajuste”, afirma. Com o aumento do dólar por conta da crise do coronavírus, os preços dos produtos importados devem sofrer alterações. A liberação das importações em portos e aeroportos poderá ficar mais cara e os protocolos de vigilância têm sido mais rígidos, o que afeta as transações e o preço final das mercadorias.

Colepicolo já está com seu estoque de produtos preparado para quando aumentar o movimento por conta da Páscoa

 

Bárbara Furlanis acredita que outros peixes também serão procurados


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