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Pesquisa irá apontar avanço do coronavírus em Jundiaí

Kátia Appolinário | 02/06/2020 | 05:01

O Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) afirma que a Prefeitura de Jundiaí deu início a um Inquérito Epidemiológico para identificar o avanço do covid-19 entre a população. Após o encerramento da pesquisa, prevista para a segunda quinzena de junho, será possível ter um painel assertivo para a análise da evolução da doença. Por ser uma pesquisa há regras e normativas para a identificação de amostra populacional, idades, gênero entre outras informações pertinentes.

Segundo o infectologista do Hospital São Vicente (HSV), Marco Aurélio Cunha de Freitas, enquanto a vacina não for descoberta será preciso conviver com a doença. “A perspectiva nacional é que ao menos 60% da população seja infectada para que o vírus pare de circular. Em Jundiaí, até o momento, em torno de 1% dos munícipes contraíram a doença, o que indica que ainda teremos que enfrentar o coronavírus por um bom tempo”, explica o profissional ao lembrar que a cidade já registra 1.030 casos positivos da doença.

Em relação à vacina, não há dados sobre pesquisadores locais, mas os estudos do exterior são promissores e trazem esperança à população. De acordo com o relatório oficial divulgado pela Organização Mundial da Saúde há 123 estudos sendo realizados em torno da vacina, mas apenas 10 estão na fase de teste. “Sabemos que para este ano, as chances da vacina são remotas. Esperamos que até 2021 ela já esteja pronta, mas ainda assim levará um tempo até que haja uma distribuição comercial do produto”, ressalta Freitas.

O coordenador médico responsável pela UTI do Hospital São Vicente, Eduardo Rennó, explica que a chance de recuperação dos casos leves é alta, mas que o mesmo não pode se dizer daqueles que comportam alguma comorbidade. “Quanto mais doenças e quanto mais grave ou menos controlada for a comorbidade, pior é a evolução do paciente. Os idosos também não têm uma boa evolução e acabam tendo que ser entubados pois a maioria não possui uma reserva metabólica satisfatória”, diz.

TRATAMENTO
Enquanto não há cura, Jundiaí enfrenta a doença com os recursos disponíveis. A Vigilância Epidemiológica alega que o Ministério da Saúde disponibilizou um protocolo para o uso da hidroxicloroquina. No entanto, a conduta médica e a avaliação dos casos é que determinam os tratamentos utilizados. Ainda é necessário a vontade declarada do paciente, com a assinatura do Termo de Ciência e Consentimento.

O infectologista afirma que em razão dos seus malefícios, a hidroxicloroquina passou a ser evitada nos tratamentos contra a covid-19, principalmente no São Vicente. “Vários estudos mostram que seus efeitos colaterais são maiores do que seu potencial de melhora. Por hora damos preferência para a utilização do que chamamos de ‘tratamento de suporte’, que são é o uso do oxigênio e de drogas médicas para reduzir a inflamação. No entanto, a recuperação depende da resposta do organismo de cada pessoa”, alerta o profissional.


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