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Pesquisa mostra que empreendedoras mulheres são jovens e iniciantes

NIZA SOUZA - csouza@jj.com.br | 08/03/2018 | 15:01

Priscila Moraes tem 33 anos. É formada em marketing, sempre trabalhou em empresas de grande porte. Há dois anos, o marido ficou desempregado e, num momento de desespero, precisando de uma renda extra, ela começou a fazer doces para festa. Em menos de um ano o negócio cresceu tanto que ela decidiu largar o emprego e formalizar sua empresa. “Foi a melhor coisa que fiz na vida”, afirma. Formada em artes cênica, Claudia Braga, 26 anos, também começou a empreender há dois anos, quando abriu uma empresa de recreação infantil. Antes disso, ela trabalhava na Secretaria de Educação do Estado. Mas decidiu abandonar o emprego formal para empreender em busca de algo que lhe desse mais satisfação profissional.

Aline Lais Federige, 30 anos, é formada em marketing e pós-graduada em administração e organização de evento. Sempre atuou na área de vendas e trabalhou em grandes multinacionais. Há três anos, decidiu encarar o desafio de empreender, também em busca de um trabalho que lhe desse mais motivação. Ela e uma amiga formaram uma equipe de recreação para eventos. Depois de ficar dois anos fora do mercado de trabalho para ser “mãe em tempo integral”, a relações públicas Aline Matsumoto, 36 anos, teve dificuldades para arrumar emprego na área. Ela diz que nunca pensou em empreender, mas abrir seu próprio negócio foi a solução para voltar a trabalhar. Há três abriu um spa em um shopping. A empreitada deu tão certo que há seis meses já abriu uma filial.

Os casos de Priscila, Claudia, Aline Lais e Aline engrossam os dados de um estudo inédito feito pela Serasa Experian que mostra que 37% das empresas com sócias mulheres estão “no começo”, ou seja, têm menos de cinco anos. O estudo aponta ainda que a maioria dessas mulheres é jovem adulta, com idade entre 26 e 45 anos. Não há números oficiais de Jundiaí. Mas um levantamento da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí (ACE) mostra que cerca de 20% das empresas associadas são de mulheres, de MEIs até médio e grande portes. “É um número significativo que tem aumentado nos últimos anos, principalmente em razão da crise econômica, quando muitas mulheres tiveram de ir para o mercado para aumentar o rendimento da família”, analisa a diretora da ACE, Leandra Diniz.

Consultor especializado em empreendedorismo, Thiago Farias confirma que a partir de 2014 o número de mulheres empreendedoras tem aumentado no Brasil. E, em Jundiaí, afirma, não é diferente. Segundo ele, a principal motivação é a necessidade. “Com a crise econômica, a mulher tem sido encorajada a empreender. E isso ocorre em todas as áreas, especialmente nos ramos de beleza, bem-estar e alimentação.”


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