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Pets devem receber atenção extra no frio

KÁTIA APPOLINÁRIO | 30/05/2020 | 05:00

Cuidar dos animais de estimação é essencial, principalmente com a chegada das frentes frias. Segundo adianta o veterinário do Hospital Cão e Gato, Michel Luidge, é preciso estar atento a todos os sinais do animal. “Com a aproximação do inverno existe uma tendência dos animais domésticos desenvolverem doenças relacionadas ao sistema respiratório. No entanto, qualquer sintoma apresentado pelos pets merece atenção. Às vezes uma coriza, uma tosse ou mesmo se ele estiver amuado pode ser um sinal de que algo está errado”, diz o profissional.

A manicure Eva Maria da Silva, de 47 anos, opta pelas roupinhas para manter a mini poodle July bem aquecida. “Apesar dela não gostar muito eu recorro às roupas principalmente quando estamos nas partes mais geladas da casa. Também evito deixar que ela saia no quintal, pois lá venta demais e tenho medo que ela pegue um resfriado”, conta.

No caso do aposentado Aparecido Ferreira dos Santos, de 57 anos, o grande porte do Foxie, seu mestiço de 11 anos, não permite que ele seja criado dentro de casa. Por isso ele tem redobrado os cuidados com seu cachorro durante os dias mais gelados. “Como ele é muito grande não conseguimos criá-lo dentro de casa, mas eu capricho na casinha dele com cobertores extras para que fique bem aquecido, principalmente durante a noite. Também fiz um cachecol para ele e coloquei uma cortina na entrada da casinha para impedir a entrada de vento”, ressalta o aposentado.

Contudo, mesmo com todo o cuidado, às vezes os pets também adoecem. “Nessa semana, após a virada do tempo, percebi que o latido dele ficou rouco e ele também já estava um pouco abatido. Fizemos uma visita ao veterinário e descobri que estava com a garganta inflamada. Se eu não tivesse consultado um especialista a tempo, isso poderia ter evoluído para algo pior”, compartilha Aparecido.

A empresária Patrícia Sampaio, de 42 anos, é dona da Nany e Tuca, e diz que nesse período opta pelos banhos com água morna. “Devido ao frio eu diminuí a frequência dos banhos das minhas cadelas e sempre fico atenta à temperatura da água. Depois também busco secar bem minhas pequenas, já que ambas são idosas e precisam de cuidados extras.”

A ALIMENTAÇÃO
Segundo o veterinário é normal que os hábitos alimentares de cães e gatos também apresentem mudanças com a virada do clima. “Assim como nós, os animais também comem mais no inverno. Isso faz parte da nossa fisiologia. Como o corpo se esforça para manter o calor, a fome também aumenta. Isso está ligado ainda à produção de serotonina, um neurotransmissor que causa bem-estar e que cai durante o inverno“, pontua Luidge.

 


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