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Pipas já deixaram mais de 33 mil sem energia na Região

DA REDAÇÃO | 23/08/2018 | 17:00

A CPFL Piratininga, distribuidora da CPFL Energia, contabilizou 33,6 mil clientes sem energia por conta de interrupções provocadas por pipas entre janeiro e julho de 2018 na Região de Jundiaí. O número é 13% maior em relação ao mesmo período de 2017, quando 29,7 mil consumidores tiveram o fornecimento interrompido por conta das pipas. Dados apurados pela área operacional da empresa mostram que, entre janeiro e julho deste ano, foram registradas 182 ocorrências por conta das pipas em Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva e Vinhedo. Em média, cada interrupção deixou 185 clientes sem energia por 1h58.

Os dados de 2018 mostram uma queda de 18% na quantidade de ocorrências em relação ao mesmo período de 2017, quando foram registradas 222 interrupções por conta do brinquedo. Já a duração das interrupções diminuiu 23,8% no período, uma vez que, em 2017, os clientes ficaram sem luz, na média, por 2h07. Por sua vez, a quantidade média de clientes interrompidos por ocorrência cresceu 38% no mesmo período de comparação, passando de 134 para os 185 consumidores mencionados anteriormente.

As estatísticas mostram que Várzea Paulista lidera o ranking de ocorrências na Região, com 68 interrupções entre janeiro e julho de 2018. Itupeva, por sua vez, lidera o ranking de duração média das interrupções com 2h24. Somadas todas as ocorrências, o uso de pipa provocou 358 horas acumuladas de falta de energia em 2018.

A interrupção do fornecimento de energia por conta das pipas pode ocorrer por diversas formas. Além do risco de rompimento dos cabos, as linhas que ficam enroscadas nas redes elétricas provocam desgastes nos fios, podendo levar a curtos-circuitos e derretimento. Em 2017, a companhia investiu R$ 5 milhões em melhoramentos e reforço da rede elétrica de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva e Vinhedo, contribuindo para minimizar o impacto das pipas.

Os meses de janeiro e julho, período de férias escolares, registram historicamente aumento significativo de ocorrências com pipas na área de concessão da CPFL Piratininga. Isso porque as crianças e adolescentes aproveitam o tempo livre para curtir a prática de empinar pipa, uma das mais antigas e tradicionais brincadeiras infantis.

A brincadeira de pipas em áreas urbanas, porém, é um tema de extrema seriedade. Além da falta de energia, impactando o bem-estar e conforto da população, empinar pipa perto da rede elétrica pode causar acidentes sérios ou, até mesmo, fatais. Esse risco se acentua se a pipa estiver sendo usada com cerol ou linha chilena, condutores de eletricidade.

“O Grupo CPFL está comprometido com a segurança da população e por isso relançamos a Campanha Chega de Choque. Reforçamos, principalmente nas férias, a necessidade do acompanhamento e instrução de pais e responsáveis no uso do brinquedo. Os acidentes causados pelas pipas poderiam ser evitados se fossem adotados cuidados simples, como escolher locais longe da fiação elétrica, em campos abertos e parques com áreas planas”, afirma o gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, Marcos Victor Lopes.

Foto: Arquivo JJ

Foto: Arquivo JJ


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