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Plano de Recursos Hídricos vai levantar nascentes e vertedouros

GUILHERME BARROS | 20/02/2020 | 05:00

Ambientalistas e representantes da Cetesb, do Consórcio da Bacia PCJ, de conselhos municipais e autoridades de várias entidades se reuniram ontem na sede da DAE Jundiaí para participarem da apresentação do diagnóstico e do prognóstico do Plano Municipal de Recursos Hídricos (PMRH), desenvolvido pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP). O custo deste investimento foi de R$ 1,2 milhão.

Segundo adiantou o presidentes da DAE, Eduardo Santos Palhares, trata de um plano estratégico com o objetivo de definir ações concretas para a preservação dos recursos hídricos do município. “A proposta é manter Jundiaí na vanguarda do saneamento nacional. Todas as ações são desenvolvidas para melhorar o abastecimento na cidade”, destacou.

A elaboração do PMRH atende ao Plano Diretor do Município que, no parágrafo 1º, inciso II, prevê a elaboração do Plano de Gestão de Mananciais e Bacias Hidrográficas, “a fim de garantir o uso sustentável da água, essencial para perenidade e qualidade de vida da população de Jundiaí, ao definir as possibilidades e limites dos usos desse recurso natural”.

De acordo com o gestor da Unidade de Gestão e Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Jundiaí (UGPM), Sinésio Scarabelo Filho, o estudo é fundamental para traçar as metas ambientais. “O planejamento vai ser feito a partir daquilo que é espontâneo, como as nascentes e vertentes naturais, e aquilo que pode ser dirigido. Um exemplo disso seriam as obras para represamento. Temos que ter a noção que Jundiaí não tem autonomia hídrica, mas tem capacidade muito acima das outras cidades”, comenta, referindo-se à captação de 95% da água do rio Jundiaí-Mirim.

Com mais de 2 mil quilômetros de rede de água e outros 1 mil de rede de esgoto, a represa tem hoje 100% da capacidade hídrica, com 9,3 bilhões de litros. Para efeito de comparação, o sistema Cantareira, que abastece a Região Metropolitana de São Paulo, tem atuais 54% do volume total armazenado. “Hoje a cidade tem 419 mil habitantes e uma capacidade de levar água para todo o cidadão. Mas daqui a 20 anos seremos uma média de 600 mil e este estudo irá ajudar para que esta população não tenha problemas”, avalia o presidente da DAE, Eduardo dos Santos Palhares.

FUTURO
Segundo adiantou Eduardo Palhares, mais quatro reservatórios serão construídos na cidade e outras três represas no Vetor Oeste. “Lá também haverá uma estação de tratamento de água independente do atual, que hoje está depende do bombeamento e tratamento do Anhangabaú. A cota cheia vai proporcionar mais 3 bilhões de litros armazenados”, adianta.

Os reservatórios serão construídos no Cecap, Fazgran, Jardim Carlos Gomes e mais um na atual estação de tratamento de água, localizado na região central da cidade.

O arquiteto e urbanista membro da empresa de consultoria, Sílvio Sant’anna, fez um alerta para esta primeira análise, ainda sem conclusão definitiva. “Desenvolvimento sustentável vai garantir a qualidade e quantidade de água para os próximos 50 anos.”


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