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PM vai usar bafômetro mesmo fora de blitz

Niza Souza . csouza@jj.com.br | 12/12/2017 | 16:13

Um dos acidentes no final de semana ocorreu na rod. Vereador Geraldo Dias (Foto: Divulgação)

Um dos acidentes no final de semana ocorreu na rod. Vereador Geraldo Dias (Foto: Divulgação)

O registro de quatro acidentes, um deles com morte, causados por motoristas alcoolizados, no último final de semana em Jundiaí voltou a chamar a atenção para a violência no trânsito na cidade. O problema é tão grave que motivou as autoridades policiais a adotarem novas ações para tentar reduzir as estatísticas.

“Estamos adotando uma nova postura. A partir de agora, os policiais poderão fazer o teste etilômetro (bafômetro) em qualquer abordagem, não apenas nas blitze, como é de costume”, afirmou à reportagem do JJ o comandante da 1ª Cia. do 11º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), capitão Samuel Barban Ruiz. “Sabemos da existência de diversos grupos no WhatsApp que avisam onde estão os comandos da PM para que os motoristas evitem esses pontos. Vamos trabalhar agora com o efeito surpresa”, explica.

Segundo o comandante, o principal objetivo dessas ações é preservar a vida. “A população precisa ter consciência do perigo que é dirigir embriagado. Muita gente fala em indústria da multa. Mas o que buscamos é um trânsito mais seguro”, afirma, lembrando que os acidentes envolvendo álcool têm gravidade maior, como morte e sequelas graves.

Não há números específicos de acidentes causados por embriaguez, mas de janeiro a outubro deste ano foram registradas 82 mortes em acidentes de trânsito em Jundiaí, ante 70 no mesmo período de 2016, conforme estatística do Infosiga – Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, um programa do governo do Estado. Esse crescimento chamou a atenção do Movimento, que realizou no último final de semana, com apoio da PM, uma blitze em Jundiaí.

Foram abordados 65 motoristas, três deles autuados por dirigirem alcoolizados.
“A fiscalização é um elo importante no combate à violência no trânsito, um complemento às campanhas de conscientização e melhorias nas vias. O objetivo não é apenas punir, mas coibir práticas perigosas que podem resultar em histórias trágicas”, frisa a coordenadora do Movimento, Silvia Lisboa.

Na avaliação do diretor de Trânsito, da Unidade de Gestão de Mobilidade Urbana do município, Wlamir Lopes da Costa, a situação é preocupante. “Jundiaí tem proporção de mortes por habitante maior que cidades como Campinas e Sorocaba”, destaca. Segundo ele, as principais causas dos acidentes graves são embriaguez, alta velocidade e avanço de semáforo vermelho.

De acordo com o diretor, outro dado que chama a atenção é o número de acidentes com vítima. Foram 676 até junho, uma média de 112 por mês. Além disso, estudos mostram que 94% dos acidentes são causados por falha humana. “Temos diversas ações de prevenção. Mas a palavra é conscientização.”


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