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Poluição no ar de Jundiaí é preocupante

ANGELO AUGUSTO | 26/06/2019 | 05:01

A qualidade do ar de Jundiaí ainda é considerada boa pelos parâmetros da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), mas seus indicadores estão próximos do limite entre o aceito como bom e o prejudicial à saúde.

O nível de partículas PM10 no ar jundiaiense está em 33 micrômetros/metro cúbico, enquanto os gráficos da Cetesb consideram que um ar de boa qualidade deve ter quantia de até 40.

As PM10 são um tipo de partícula inalável, de diâmetro inferior a 10 micrômetros, e fazem parte da poluição atmosférica de modo geral.

Devido ao tamanho pequeno, elas podem penetrar no aparelho respiratório, provocando inúmeras doenças respiratórias e algumas podem ainda chegar na corrente sanguínea, causando doenças cardíacas graves, como paradas cardiovasculares.
Segundo a bióloga Cláudia Longatti, o poluente mais perigoso é o dióxido de enxofre (SO2), proveniente da queima de combustíveis fósseis. “O SO2 causa a chuva ácida, responsável por gerar diversas doenças respiratórias”.

Victor Maciel Romanato, de 18 anos, sofre de rinite asmática e conta que as piores épocas do ano são o inverno e a primavera. “Percebo que a poluição também atrapalha muito e faz a minha rinite atacar bem mais. Toda vez que vou pra São Paulo, por exemplo, acabo sofrendo bastante, pois as crises aumentam consideravelmente”.

Como esses gases são provenientes da combustão, evitar sua produção é um pouco difícil. “Diminuir a quantidade de carros nas ruas utilizando mais o transporte público e colocar os filtros adequados nos escapamentos dos veículos são formas de diminuir a poluição” diz Cláudia.

Alexander Vinicius de Andrade, de 21 anos, também sofre de doenças respiratórias e sente uma piora considerável em dias de baixa umidade do ar e em lugares com maior índice de poluição, precisando tomar remédios regularmente. “Eu tomo xarope antialérgico todos os dias pra rinite e, quando minha sinusite ataca, preciso fazer uso de antibióticos”.

A bióloga diz ainda que a preservação de áreas verdes e o monitoramento ajudam a controlar a poluição. “Para aumentar o controle, os níveis dos gases tóxicos devem ser medidos com regularidade”, explica.


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