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Preço de combustíveis volta a subir

MARIANA CHECONI | 12/11/2019 | 05:00

O preço dos combustíveis voltou a subir essa semana em todo o país e, em Jundiaí, não foi diferente. Com preço da gasolina variando entre R$3,90 e R$4,60 e o etanol entre R$2,60 e R$2,99, o negócio é pesquisar antes de abastecer.

De acordo com Flávio Campos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap), o aumento é comum nessa época do ano, pois novembro é o fim da safra da cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol. “Esse período entressafra influencia no preço dos combustíveis. Tanto o etanol, como a gasolina, que tem 27% de etanol em sua composição, sofrem reajuste. O aumento é inevitável nesse período”, afirma o presidente.

Os donos de postos de gasolina acabam perdendo um pouco da clientela que, ao invés de encher o tanque, diminuem a rotina do abastecimento. O gerente de um posto na Vila Arens, Silas Rogério Lobile, afirma que os valores tiveram um aumento de 1,92% desde a última sexta-feira (8).

“Na bomba, o preço do etanol é R$2,89 e da gasolina R$4,19. É ruim para o posto ter que aumentar a gasolina porque os clientes reclamam, mas não depende de nós”, comenta o gerente.

Os consumidores, principalmente os que trabalham diariamente com veículos, também sentem a diferença.

O motorista de aplicativo Carlos Antônio Rodrigues fica indignado, pois o preço da corrida para os passageiros não mudou desde o lançamento do aplicativo. Por outro lado o combustível tem sofrido variação.

“Hoje em dia não conseguimos mais lucrar com viagens muito baratas. O valor para chegar até o passageiro, juntando com a porcentagem que o aplicativo retém e mais o combustível nesse preço acabam empatando com o que o cliente paga”, explica.

Rodrigues conta que apesar de conhecer postos mais baratos, prefere colocar combustível em um local confiável. “Já gastei bastante dinheiro para arrumar meu carro por conta de abastecer em um posto qualquer e não quero ter que passar por isso de novo. É o preço que temos que pagar para continuar trabalhando”, completa o motorista.

Troca de serviço
Para quem trabalha em restaurantes e lanchonetes, o aumento do combustível também reflete no preço da mercadorias. O dono de um restaurante na Vila Arens, Edson S. Kneubuhl, conta que teve que aumentar em R$1 o preço de seus pratos. “Fui no açougue comprar carne, paguei R$21 o quilo. Semana passada estava R$16. Quando o combustível aumenta, o preço de tudo sobe”, reclama.

Além da influencia nos pratos, o comerciante teve que demitir o motoboy que realizava entregas para o restaurante. Contratou o serviço de aplicativos. “Eu diminuí muito meus gastos”, afirma.


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