Jundiaí

Preço de máscaras e do álcool em gel diminui, mas ainda é alto

VENDAS DE MASCARAS EM FARMACIA MASCARA GUSTAVO GARCIA
Crédito: Reprodução/Internet
Máscaras, luvas descartáveis e até mesmo álcool em gel não eram produtos consumidos por uma grande parte da população, algo que mudou drasticamente desde março, com a chegada da pandemia de coronavírus. Mas com a alta demanda, os preços dispararam. Agora, após cinco meses do primeiro caso de covid-19 em Jundiaí, os preços baixaram um pouco, mas não o bastante, em comparação com os valores que eram cobrados antes da pandemia. Em alguns lugares é possível perceber uma queda de 16% nas máscaras, mas, segundo o Procon de Jundiaí, apesar de as denúncias de abusos de preços terem diminuído, o monitoramento dos preços continua. Por isso, a pesquisa ainda é importante. Segundo o gerente de uma farmácia no Centro, Gustavo Garcia, o preço caiu um pouco, mas está longe de ser o ideal, inclusive para os comerciantes. “O preço das máscaras caiu, mas ainda está muito longe do que era antes da pandemia. A caixinha com 100 unidades era R$ 14,90. Hoje, 20 unidades estão R$ 50, mas chegou a custar R$ 30 o pacote com 10 máscaras. Os produtos que chegaram a faltar, tem fornecimento normalizado agora, mas os preços permaneceram inflacionados. Os produtos já chegam com o preço alto do fornecedor, nós mantemos nossa margem de lucro.” DE OLHO NOS PREÇOS O gerente lembra sobre o preço do álcool em gel. Antes da pandemia, meio litro custava R$ 30. Agora R$ 10. “Os clientes têm reclamado bastante. Luvas descartáveis também estão mais caras. Antes custava R$ 29 a caixa com 100 unidades, hoje é mais de R$ 50. O auxiliar administrativo, Victor Bomfim, usa máscara de pano e conta que o preço das descartáveis está alto ainda. “Acho que o preço não caiu. Antes da pandemia era muito barato, agora é R$ 10 o pacote e vem bem pouco. Álcool em gel também está muito mais caro que o normal. E agora empresas de cosméticos também estão vendendo, então o preço é mais alto”, relata. A dona de casa Darcilene Colini usava máscara descartável, mas também vê preços altos. “A gente não usa muito a descartável, intercala com a de pano. A descartável é melhor de usar, mas o preço deveria ser mais acessível, continua alto.” A pensionista Raquel de Oliveira Pereira considera que o preço pode variar de acordo com o local em que é vendida. “Eu paguei R$ 12 no pacote com 10 máscaras. Antes estava pior, depende da farmácia. A descartável é melhor porque a de pano sufoca, mas a de pano também está muito cara, tem gente que vende uma de pano a R$ 12.” Segundo o Procon, não há registro de reclamações quanto à falta de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina nas farmácias. Estas drogas são usadas alternativamente no tratamento da covid-19. Segundo Garcia, estes medicamentos tiveram a procura estabilizada após a exigência da receita médica na compra. “Tivemos baixa desses remédios, mas agora, com a necessidade da receita não houve aumento. Muita gente ainda procura, mas a venda é só com receita.” RECLAMAÇÕES Para efetuar denúncias de abuso nos preços, o Procon Jundiaí pode ser acionado. Não há atendimento presencial no local desde o dia 20 de março, respeitando o decreto da quarentena, mas os consumidores são orientados a registrar as reclamações no site consumidor.gov.br para as empresas que lá estão cadastradas, ou pelo e-mail [email protected] e pelo telefone 156, da Prefeitura de Jundiaí, que também recebe denúncias sobre abusos de preços. [caption id="attachment_99057" align="aligncenter" width="800"] Victor Bomfim conta que as máscaras e o álcool em gel ainda pesam no bolso[/caption]   [caption id="attachment_99058" align="aligncenter" width="800"] O gerente Gustavo Garcia diz que os preços baixaram um pouco, mas ainda são altos[/caption]

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