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Preço do feijão, legumes e frutas já reflete no bolso

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 15/03/2019 | 05:05

A alta dos preços dos alimentos em todo o Brasil já reflete no bolso dos jundiaienses. Feijão, frutas, verduras e legumes são os itens que apresentam maior alteração de preço.
Em Jundiaí o quilo do feijão passa dos R$ 10. “Faço compras mensalmente para minha casa mas com esse aumento pesquiso os lugares que estão com alguma promoção e vou cada vez em um mercado”, afirma o aposentado e ex-gerente de mercado, Paulo Gerônimo, de 57 anos. “Somos em oito pessoas em casa e são seis pacotes do produto a cada compra, então acaba ficando pesado mesmo pro bolso”, completa.
O aumento do preço deve-se a queda de 1,5% em relação a colheita de feijão de 2018. Neste ano, o país deve colher 2,929 milhões de toneladas do alimento, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgados em 12 de fevereiro de 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o preço do feijão carioca, o preferido entre os consumidores, aumentou 19,76% em janeiro e de acordo com o IBGE, o consumo doméstico do produto gira em torno de 3 milhões de toneladas por ano, enquanto a estimativa de produção nacional é de cerca de 2,9 milhões para 2019. “A produção caiu pois o feijão é muito sensível as mudanças climáticas. O impacto para a economia brasileira, por enquanto, não será grande, pois ainda será possível atender a demanda neste ano. Porém, estamos cada vez mais apertados em relação ao feijão”, comenta o economista Guilherme Nasser.

Hortifrut
Frutas e legumes também sofrem variações nos valores devido ao impacto na produção provocado pelas mudanças climáticas.
O IBGE espera uma queda de 7,0% na produção de batata em relação a 2018. O quilo está custando R% 5,99.
Comercializado por até R$ 6,89 o quilo, o tomate vai na contramão dos outros alimentos. Deve ter aumento de 6,1% na produção, também em relação ao ano passado, e devem ficar mais baratos.
“Apesar dos preços mais elevados, as frutas, verduras e legumes ainda não oferecem impacto na economia porque enquanto algumas sobem, outras caem de preço. Para ocorrer algum tipo de impacto na economia teria que ocorrer problemas na produção por mais de um ano”, explica o economista.
Segundo Nasser, a colheita e o abastecimento aos mercados estão acontecendo antes do previsto, pois as mudanças climáticas fazem com que o produto amadureça rápido demais e acabe estragando nos locais de produção. Assim, são enviados aos comércios, que possuem uma melhor estrutura e podem armazenar os tomates nos boxes com refrigeração, garantindo uma melhor qualidade.

AUMENTO DOS PRODUTOS ALIMENTICIOS EM SUPERMERCADOS


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