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Preço do feijão sobe até 67,65% em novembro nos supermercados

Thiago Avallone | 05/12/2019 | 05:00

O preço do feijão não para de subir. De acordo com especialistas, em Itaí, interior de São Paulo, um dos maiores produtores de feijão do país, o valor da saca de 60 quilos passou de R$ 190,00 para R$ 285,00 em um dia, acréscimo de 50%. Já nos últimos 30 dias, a valorização do produto chega a 67,65%.

O Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) destaca que os estoques dos produtores estão menores do que no mesmo período do ano passado e, além disso, a estiagem no interior de São Paulo, além da menor área plantada da terceira safra, foram alterações sentidas direto no bolso do consumidor.

Mário da Silva, ferroviário de 61 anos, diz que tomou um susto ao ver o preço do produto. “Há um mês eu vim aqui e paguei pouco mais de R$4, agora está quase R$ 8. O que está acontecendo?”, questiona.  Assim como Mário da Silva, o publicitário Pietro Artero, de 33 anos, diz que terá que procurar outra alternativa ou fazer uma pesquisa no mercado para comprar o feijão pelo melhor preço.

“Os alimentos estão muito caros. As carnes, que, por exemplo, eu costumava pagar R$40 no quilo da picanha, agora esta R$60, o feijão dobrou o preço, até o ovo teve aumento no preço. Terei realmente de pesquisar para comprar”, concluiu Pietro.

Devido ao aumento do preço das carnes, os produtores de outros alimentos aproveitam para inflacionar o preço de seus produtos. Caso do ovo, que este ano o Brasil deve alcançar pela primeira vez a média mundial de consumo de ovos, de 230 por pessoa ao ano, quase o dobro do que era consumido no país há dez anos. O empresário Lucas Conti, de 34 anos, relata que, em seu mercado, houve grande alteração tanto na procura por ovos quanto no preço.

“Claro que o aumento do consumo do ovo tem a ver com o alto valor da carne, mas, hoje, as pessoas sabem que o ovo faz bem à saúde e, além disso, é utilizado para tudo. Todas essas circunstâncias fazem com que o preço aumente. Até esse mês, o preço de uma caixa com cem ovos era de R$ 85, agora aumentou para R$ 88”, explica Conti.

O presidente do Ibrafe e corretor de mercadorias, Marcelo Eduardo Lüders, explica que, até o fim do ano, a tendência é de novas valorizações e alta, que podem elevar o preço de outras variedades de feijão.  Em outras regiões do Brasil, também foram apuradas altas importantes. No Oeste da Bahia, por exemplo, a alta no mês de novembro foi de 41,94%, elevando o valor da saca para os R$ 220,00.

No estado de Goiás, os preços variam entre R$ 210,00 e R$ 215,00. Já no Mato Grosso do Leste (MT), o preço da saca está em R$ 195,00 e em Paracatu e Unaí (MS), R$ 245,00, com uma alta diária de 40% e, mensal, de 58,06%.


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