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Primeira-dama do Estado conhece projetos sociais do CDP de Jundiaí

ARIADNE GATTOLINI | 13/07/2018 | 05:30

A pedagoga Lúcia França, primeira-dama do estado de São Paulo, esteve nesta quinta-feira (12) visita ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí para conhecer os projetos sociais desenvolvidos no local. Com um discurso humanista, Lúcia França afirmou que não crê em uma sociedade que conviva com discursos antiquados, punitivos, em vez de buscar soluções para a inserção social. “Fui educadora a vida toda. Cabe a nós lutar pela dignidade humana, pelo apoio emocional à família, com projetos que colaborem para que o detento seja visto como um ser humano normal”, diz.

Lúcia esteve acompanhada pelo secretário de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, pelo coordenador regional, Jean Ulisses Campos Carlucci, pelo diretor do CDP-Jundiaí, Alexandre Apolinário e pela secretária de Assistência e Desenvolvimento Social de Jundiaí, Nádia Tafarello Soares. Na unidade, a primeira-dama teve contato com o projeto “Formiguinhas”, ação cristã desenvolvida pelas igrejas católica e evangélica, que acolhe as crianças e mulheres no dia da visita, com brincadeiras e trabalhos de arte. Para o diretor Apolinário, a atividade promove maior bem-estar durante a visita. “As crianças chegavam acabrunhadas, antes, com medo e grudadas nas mães. Agora, elas sobem correndo para participar das atividades e entregam os desenhos a seus pais. Tranquilizados, a ação permite um ambiente mais agradável”, relata.

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Outro projeto em destaque foi o “Voz da Consciência”, roda de conversa terapêutica para homens com histórico de violência doméstica. “Após o início do projeto, notamos que a reincidência neste crime foi zero”, afirma Apolinário. A yoga social também foi mostrada à primeira-dama. “Fiquei surpresa com a quantidade de adeptos que aderiram à prática”, diz. Lúcia colocou o Fundo de Solidariedade do Estado à disposição da SAP para incrementar as atividades inclusivas. “Precisamos acabar com a vulnerabilidade social de nossos meninos. Incentivar projetos que os tirem da violência, entre 19 e 23 anos, faixa em que cometem mais crimes. Não adianta pagar, posteriormente, pela sua internação no sistema carcerário.”


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