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Primeiros-socorros dobram chances de pacientes cardíacos

| 28/09/2014 | 19:04

Com o tema ‘As escolhas do coração não são escolhas difíceis’, a Federação Mundial do Coração promove, mais uma vez, em todo o mundo, o dia Mundial do Coração fazendo um alerta: 80% das mortes prematuras por doenças cardiovasculares (DCV) poderiam ser evitadas se os quatro principais fatores de risco, ou seja, tabagismo, dieta inadequada, inatividade física e uso nocivo do álcool, fossem controlados. Mas os cardiologistas vão além, reforçando que os pacientes cardíacos teriam mais chance de sobreviver se os primeiros socorros fossem aplicados de forma rápida – antes de chegar o atendimento profissional – e que os lugares públicos fossem contemplados com equipamentos adequados.

De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), a maior parte dos locais públicos no Brasil ainda não possui desfibriladores externos automáticos (DEAs), usados no atendimento a uma emergência cardiovascular. “Precisamos reverter esses números e por isso realizamos eventos de treinamento para leigos, profissionais de saúde e médicos. Mas de nada adianta os primeiros-socorros se não temos aparelhos disponíveis ou acessíveis”, lamenta o cardiologista e diretor do Centro de Treinamento em Emergências da Socesp, Agnaldo Pispico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 350 mil pessoas morrem por ano no país por doenças cardiovasculares, sendo 82 mil só no estado de São Paulo. Além disso, são pelo menos 720 paradas cardíacas por dia registradas no País, e menos de 2% dessas pessoas chegam com vida aos hospitais, morrendo no caminho ou no local da emergência. Baseado nestes números é que a Socesp espera dissiminar as instruções de ressuscitação no Estado.

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