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Primeiros socorros podem salvar bebês engasgados

Nathália Sousa | 30/06/2020 | 08:30

Depois do susto, a gratidão e o alívio da moradora do Caxambu, Cristiane de Fátima Castro Sousa, em ter seu filho Abner, de sete dias, socorrido de um engasgo por policiais militares, mais precisamente pelo sargento De Jesus, do 49º BPMi.

Cristiane conta que no sábado (27), tanto ela quanto o marido tentaram socorrer o bebê, mas não conseguiram na hora. “Ele estava chorando. Soltou o leite que tinha mamado e engasgou. Eu já vi a manobra para desengasgar, só que na hora do nervoso eu tentei e meu marido tentou, mas ele não desengasgava. Até chegou a soltar um pouco do leite, mas não desengasgou completamente”, diz ela.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado na ocasião, mas Cristiane conta que não conseguiu ajuda porque na hora fizeram muitas perguntas e ela ficou nervosa. “Eu desliguei e liguei no 190 (telefone da Polícia Militar) e avisei que iria ao batalhão. Lembrei do caso parecido que aconteceu no começo do ano no bairro da Roseira. Eu e meu marido invadimos o batalhão e o sargento fez a manobra e conseguiu salvar”, conta ela sobre De Jesus que trabalha no 49º, local em que outro bebê foi socorrido.

Segundo o sargento, quando a manobra, conhecida como heimlich, não surtir efeito, é preciso que o bebê seja levado imediatamente a um hospital ou a um batalhão de polícia mais próximo. Ele lembra que é importante tentar fazer os primeiros socorros ou buscar ajuda com tranquilidade quando tal incidente acontece.

“A pessoa precisa manter a calma, mesmo sendo complicado com recém-nascido. Não conseguindo realizar a manobra, se procurar um batalhão ou policial mais próximo, com certeza conseguirá ajuda”, diz ele.

O pediatra do Hospital Universitário (HU), Cristiano Guedes, fala sobre o socorro em hospital, que deve ser feito mesmo se o bebê for desengasgado. “A gente faz o ABC da vida, que consiste em verificar as vias aéreas, se está respirando e a circulação”, diz Guedes.

E completa. “Durante o atendimento, nós aspiramos a criança e em algumas vezes precisa entubar. A criança também pode ter pneumonite química, que acontece quando alguma substância estranha vai ao pulmão. Infelizmente, engasgamento ainda é um motivo comum de óbito em bebês”, diz Guedes sobre a necessidade de levar a criança ao hospital para atendimento.

Procedimento da manobra de Heimlich para desengasgar bebês


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