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Prisões em flagrante crescem 36% e insegurança aumenta

| 01/06/2014 | 00:30

Um sentimento cada vez mais crescente domina os jundiaienses. A insegurança – gerada, em parte, pela alta de 36% nos casos de prisões em flagrante em Jundiaí, durante os três primeiros meses do ano -, é notada entre a população que pede por mais policiamento nas ruas.

De janeiro até o último mês de março, 268 pessoas foram presas em flagrante em Jundiaí. No mesmo período do ano passado, a estatística da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo apontava 197 detidos.

O Jornal de Jundiaí Regional saiu às ruas para ouvir os cidadãos e entender o que causa medo nos jundiaienses. A resposta, comum entre os entrevistados, foi o aumento da criminalidade aliada às atitudes violentas dos infratores (veja enquete ao lado). Em revide aos atos cruéis, muitas vezes decisões impensadas e radicais são adotadas pela vítima ou por um grupo da sociedade, como linchamentos e o desejo de fazer justiça com as próprias mãos.

De acordo com o comandante da Guarda Municipal de Jundiaí, José Roberto Ferraz, os comportamentos dos cidadãos, em alguns casos, são motivados pela falta da resposta que deveria partir dos órgãos responsáveis pela segurança pública.

O comandante explica que cada nível de atuação das forças de segurança pública – como a GM, PM, Polícia Civil e Federal – tem sua responsabilidade em fazer o trabalho preventivo e investigativo. Em uma escala superior, cabe ao judiciário o papel repressivo. “Quando há falhas nos mecanismos de atuação dos sistemas de segurança, reflexos podem ser observados na sociedade, que passa a agir com o desejo de fazer justiça.”

Para ilustrar o exemplo, Ferraz lembra dos recentes casos de linchamentos realizados em diferentes partes do País. “Mesmo querendo combater a impunidade, o cidadão ou grupo coletivo que adota atitudes próprias corre o risco de morte em um confronto, ou até mesmo, posteriormente, em responder criminalmente.”

Capitão do 11º Batalhão de Polícia Militar de Jundiaí, o comandante Jacintho Del Vecchio aponta que crimes hediondos, como homicídios, estão em queda na Região e em todo País. Em compensação, os outros tipos de delitos, como assaltos e roubos, crescem. “O aumento desses crimes gera insegurança entre a população, o que pode causar desde estresse pós-traumático até atitudes impensadas, como fazer justiça por si mesmo”, explica.

No Estado de São Paulo, esses tipos de delitos – como roubos de carros e invasões às residências – aumentaram em 33% nos três primeiros meses do ano, quando comparados com o período de janeiro a março de 2013.


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