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Procura por aluguel de imóveis aumenta 20% em Jundiaí

VINICIUS SCARTON | 22/01/2019 | 05:02

O mercado imobiliário de Jundiaí registrou aumento de 20% na procura por aluguel de imóveis. De acordo com o corretor da Imobiliária Imoplan, Genézio de Mello, o cenário faz referência ao mês de dezembro de 2018, comparado ao mesmo período de 2017. “Entre os imóveis mais procurados, os apartamentos de 2 e 3 dormitórios, que incluem na mensalidade o condomínio e IPTU, variam de R$ 1,5 mil a R$ 1,7 mil”, explica.

Já em outra imobiliária na cidade, o corretor Osvaldo Agege, que atua na Solo Imóveis e Administração, afirma que os imóveis de 2 e 3 dormitórios são campeões de procura quando o assunto é locação. “Por aqui, o preço médio varia de R$ 1 mil a R$ 1,2 mil”, descreve. O diretor de Comercialização e Administração Imobiliária da Associação de Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi), Thiago Priosti Coelho, afirma que a vacância neste segmento está diminuindo. “A confiança do mercado melhorou bastante, por conta do novo governo. O aluguel é o único segmento imobiliário que mantém um giro constante”, diz.

Coelho ressalta que o aumento começou a ser notado a partir do segundo semestre de 2018. “Embora a Proempi não tenha um estudo específico, o termômetro se dá por meio do contato com imobiliárias associadas e proprietários de imóveis, através de reuniões mensais”, comenta. Além da procura por residenciais (casas e apartamentos), entre os comerciais, o imóvel de rua é o mais procurado. “Neste caso, o custo do imóvel varia de R$ 2 mil a R$ 3 mil, a mensalidade”, cita Coelho.

Por outro lado, o diretor da Proempi afirma que o segmento industrial estava parado até a metade de 2018. “Hoje o segmento começou a receber consultas e até o final do primeiro semestre de 2019, creio que o termômetro será melhor”, estima. O diretor Regional do Sindicato da Habitação (Secovi), Ricardo Benassi afirma que no final do ano passado, o estoque de unidades vazias diminuiu bastante. “Num comparativo de novembro de 2017, para o mesmo período de 2018, o estoque de imóveis prontos nas construtoras, tanto para venda quanto para locação caiu 57% em Jundiaí”, detalha.

A diminuição de estoque foi motivada pela redução de novos lançamentos imobiliários, segundo Benassi. “Muitas pessoas se casam e outras se divorciam, gerando inicialmente, a escolha pelo imóvel por aluguel e, posteriormente, na aquisição”, resume. Para Benassi, esse começo de ano já registra um aumento de confiança por parte do consumidor. “Essa confiança também é vista por parte do empreendedor, em virtude da mudança do governo”, afirma.

CONTRATO FIRMADO
funcionária pública Priscila Yokoyama de Carvalho, 44 anos, firmou contrato de locação residencial há cerca de 15 dias em Jundiaí, depois de uma procura que durou aproximadamente quatro meses. “Para firmar o contrato levei em consideração a segurança do local, além do valor que estava em meu orçamento e optei por uma residência de um dormitório, tendo em vista que moro sozinha”, diz.

Como sugestão para quem busca um imóvel para locação, Priscila destaca a importância de visitar o local, verificar o tempo de vida deste imóvel, a parte elétrica e o contrato que será assinado. Coelho lembra ainda que o locatário precisa ler o contrato, buscar uma empresa de confiança e credenciada. “Já para o locador, é importante atentar-se para as documentações pessoais e certidões exigidas, bem como, redigir muito bem o contrato, a fim de que esteja protegido judicialmente, certificando-se do modelo de garantia definido”, recomenda.

Rui Carlos

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