Jundiaí

Procura por repelentes cresce 50%

VENDA DE REPELENTES EM FARMACIAS REPELENTE EDSON SENA
Crédito: Reprodução/Internet
O começo do ano é sempre marcado por um aumento comum na venda de repelentes. Com o calor excessivo e a proliferação de mosquitos, principalmente o Aedes aegypti, que transmite, entre outras doenças, a dengue e a zika. Com o medo iminente, a procura chega a aumentar em até 50% nas drogarias. De acordo com proprietário de farmácia na região da Ponte São João, Edson Sena, existe até uma dificuldade de encontrar o produto nas revendedoras, por isso, eu reforço o estoque nesta época do ano. Em novembro tivemos algumas marcas em falta”, comenta. Os preços podem variar conforme a necessidade do cliente. “Normalmente o pessoal compra o produto mais em conta, mas existem os mais exigentes que pedem por produtos de longa duração. Os preços variam entre R$ 14 e R$ 50”, comenta a responsável por uma outra rede de drogarias em Jundiaí, Erica Borges Dutra. Nem todos os repelentes, porém, são eficazes contra o mosquito transmissor da dengue, febre chicungunya e zika vírus. É o que explica uma das dermatologistas da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Juliana Favaro. “Existem três tipos de repelentes eficazes contra a picada do Aedes aegypti e proteção deles varia entre três e dez horas”,explica. Para quem tem alergia ao produto, ela explica que soluções alternativas devem ser encontradas. “Nos pacientes extremamente alérgicos que não toleram o repelente ou bebês recém-nascidos o cuidado fica mesmo por conta de barreiras físicas, como telas, inseticidas, dispositivos de tomada, bem como roupas mais fechadas. Óleo de cravo e citronela também podem ser utilizados, no entanto não conferem eficácia de proteção comprovada”, continua. BALANÇO Até o dia 12 de fevereiro, data do último balanço da Vigilância Epidemiológica (VE), este ano já foram confirmados 17 casos de dengue, 13 deles vindos de fora da cidade, os importados e quatro contraídos dentro da cidade. Até então foram 131 notificações para a doença, além de 6 casos notificados de chikungunya. Dois deles foram confirmados. Os bairros considerados locais de transmissão são o Jardim Novo Horizonte; Jardim Pacaembu; Agapeama; e Vila Santana.

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