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Professores também ‘abraçam’ áreas da arte e da culinária

| 14/10/2014 | 18:40

Nesta quarta-feira (15), quando se comemora o Dia do Professor, o JJ Regional resolveu reunir um time não apenas de mestres em português, matemática, química ou história, mas estender os cumprimentos aos professores das mais diversas áreas, de filosofia e teologia, até informática, artes, etiqueta ou dança.

Douglas Tufano tem 66 anos, 45 deles dedicados ao magistério. Professor de história da arte e de redação para vestibular, também escreve livros de língua portuguesa e de literatura. Para ele, ser professor é mais que uma profissão, traz recompensas prazerosas como a amizade e a troca de experiências.

“Tenho alunos que estão entrando na maturidade e outros que estão na melhor idade, com muita história para contar”, explica. Tufano é professor do Centro de Educação e Lazer da Melhor Idade (Celmi), em Jundiaí. Lá trabalha com turmas da melhor idade em aulas destinadas à história da arte. Com esses alunos já viajou até para a Europa, para contar, com riqueza de detalhes – e vivências -, a cultura dos países do Velho Mundo.

“Ser professor é uma experiência rica. O desafio é usar uma linguagem que desperte o interesse de classe heterogênea, formada por advogados, médicos, donas de casa, pais e filhos acima dos 45 anos. Digo que eu é que acabo aprendendo mais. É uma troca de conhecimentos”, analisa. Se com a melhor idade o conhecimento é a ‘moeda de troca‘, com os jovens é a inovação e a reinvenção, que eles propõem. Rejuvenesce, no sentido de encarar a vida, enxergar de novas maneiras.”

Dos livros para as panelas – O chef de cozinha Eduardo Moraes é professor de culinária há 15 anos, profissão que surgiu a partir de um convite.  “Sempre gostei de cozinhar, mas a oportunidade veio após o convite de um grande amigo e chef de cozinha, Eduardo Beltrame, para participar de suas aulas como assistente”, lembra. Para ele, poder ensinar a arte da culinária a outras pessoas e perceber que essas conseguem melhorar a renda por meio do que aprenderam é a sensação de dever cumprido. Moraes ministra cursos em lojas que possuem centros técnicos culinários como Jundiaí, Valinhos, Atibaia, Bragança, cidades serranas entre outras.

Ensinando arte – Emilia da Penha Couto De Freitas Carvalho, 51 anos, deixou de lado a carreira de advogada para ser professora de artesanato. “Trabalhava com o ramo de direito autoral e tributário. O desgaste era muito grande. Não se tinha horário para nada. Trabalhei por 12 anos me dividindo entre dar aulas de artesanato e ser advogada até tomar a decisão de ficar apenas o artesanato”, conta a mulher, que hoje, se dedica a ser professora particular de técnicas variadas. “Me considero uma excelente professora. Acredito que não importa o título, mas uma pessoa que se propõe a ensinar algo que adquiriu com a vida, estabelece uma relação de troca”, argumenta.

Mais informações na edição impressa do Jornal de Jundiaí desta quarta-feira (15) ou faça uma assinatura digital.


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