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Profissionais relatam a rotina no acolhimento

ISABELA CRISTÓFARO | 10/03/2019 | 05:03

Danilo Moura de Souza, 33, é um dos 121 enfermeiros que trabalha no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo. Está há 11 anos na instituição e, religioso, buscou referência na família, principalmente da mãe, para se dedicar a profissão. Para ele, ser enfermeiro significa ter comprometimento com a vida e, além disso, “colocar-se no lugar do próximo e vontade de querer ajudar”.
Atualmente coordena a equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Todos os dias chega ao trabalho e programa as ações do setor como o mapeamento dos pacientes que entram e recebem alta, monitora o planejamento das atividades, as taxas de ocupação, bem como se reúne diariamente com a equipe multidisciplinar da seção.
O Jornal de Jundiaí conversou com outros dois enfermeiros do Hospital que relatam os principais desafios da profissão. Amanda Bueno, 36, está há 15 anos no São Vicente e conta que um dos maiores desafios da área é a sobrecarga de trabalho e também o atual cenário do sistema de saúde no geral. “Mesmo com as dificuldades, nos doamos ao máximo para garantir a qualidade do atendimento aos pacientes.”
Essa também é a perspectiva da responsável pela equipe assistencial não médica, Grace Campos, 35, que gerencia tanto os enfermeiros quanto psicólogos, profissionais de serviço social, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. “Nós lidamos com o sofrimento diário e é preciso ter um olhar mais humano”, diz. “Além da sobrecarga de trabalho e do sistema de saúde, um dos maiores desafios é ter profissionais bem preparados, gerenciar as dificuldades e priorizar a qualidade da assistência”, completou.
No hospital, são várias as funções que competem aos enfermeiros. Dentre elas organizar o setor, delegar as atividades para o resto da equipe e, dependendo da complexidade dos casos, auxiliar os técnicos de enfermagem.
Todavia, “o enfermeiro está mais próximo do paciente, então há uma preocupação que vai além”, diz Danilo. Ele ressalta também o fato de a maioria dos pacientes ser atendida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e, muitas vezes, não têm um acompanhante.
Além dos enfermos, há outro ponto importante: a relação entre a família dos pacientes. Durante a conversa, os enfermeiros destacaram que o relacionamento com os parentes ou amigos próximos deve ser de acolhimento, proximidade, empatia, cumplicidade e também de confiança no trabalho executado, compreendendo que muitas vezes quem sofre mais são os familiares na situação de doença.
Com mais de dez anos atuando no São Vicente, os entrevistados contam como é trabalhar na instituição. “O hospital é uma escola para mim. Aqui tenho autonomia para atuar em equipe e, por isso, estou em constante aprendizado”, afirma Danilo. Amanda, por sua vez, fala da gratidão. “Quando o paciente sai recuperado a sensação é de dever cumprido.” “Satisfação”, relata Grace. “Principalmente quando nosso trabalho é reconhecido com um sorriso, abraço ou aperto de mão”, conclui.

ENFERMEIROS ENFERMEIRO HOSPITAL SAO VICENTE DANILO MOURA


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