Jundiaí

Projeto que une esporte e religião acolhe jovens no bairro Vila Ana

T_Menino - André e professor Geraldo de Araújo
Crédito: Reprodução/Internet
Com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes das ruas e, consequentemente, das mãos do tráfico, voluntários da Vila Ana - em Jundiaí - iniciaram, em junho deste ano, o projeto Pequenos Gigantes do Senhor: a ideia é unir esporte e religião para levar lazer e disciplina aos jovens da comunidade. Mais de 50 alunos estão inscritos, sendo que cerca de 35 participam ativamente todas as semanas. Todas as segundas e sextas-feiras são ministradas aulas de jiu-jitsu no salão da igreja Santa Ana e São Joaquim, que cede gratuitamente o espaço - um salão no segundo andar. O horário de treino das crianças de 6 a 11 é das 19 às 20 horas. Em seguida, das 20 às 21 horas, é a vez dos adolescentes dos 12 aos 17. O projeto é realizado em parceria com professores da equipe Macaco Gold Team Jundiaí, especializada em artes marciais. Todos trabalham de forma voluntária. Eurico Gonçalves de Lima, metalúrgico aposentado de 63 anos, é diretor e conselheiro financeiro da igreja e foi um dos idealizadores do projeto. “Moro no bairro há 40 anos e faço parte também do ministério da música da igreja. Nós começamos com 15 crianças e hoje já são mais de 50, entre meninos e meninas. Nossa meta é trazer o projeto social para dentro do bairro e tirar as crianças do caminho do tráfico. Todos os que vêm aqui, adoram, e alguns, inclusive, já disputaram campeonatos e foram muito bem. A maioria deles não perde um dia de treino”, comenta. João Paulo da Silva Rossi, de 33 anos e professor de jiu-jitsu há 8, é um dos responsáveis pelas aulas e fala de sua satisfação em fazer parte do projeto. “A única coisa que a gente recebe é o carinho das crianças, e o principal objetivo é tirá-las do mundo das drogas. Por isso, incentivamos a frequentarem a escola e a tirarem boas notas. Nossas aulas são fora do período escolar e passamos lições de disciplina e autoconfiança, além da defesa pessoal, que é o principal foco do jiu-jitsu”, diz. “O nosso espaço é improvisado e o tatame já está até ficando pequeno para a quantidade de alunos, mas dependemos de doações para ir melhorando aos poucos. O importante é não parar. Nosso lema é mais vale um filho na academia do que na rua”, conta. Os pais também têm papel fundamental, já que boa parte deles acompanha os filhos e incentiva a prática do esporte. Alguns até aprendem um pouco sobre as artes marciais e funcionam como um segundo professor para os filhos, sempre buscando a evolução dos meninos. Geraldo Raimundo de Araújo é ministro de comunhão da igreja e também colabora com o projeto desde o seu início. “A ideia surgiu quando eu conheci o trabalho de um padre que promovia a união entre esporte e religião para acolher crianças das comunidades. Desde então, fiquei com a intenção de reproduzir esse trabalho. E aqui, com a ajuda de todos, finalmente deu certo. Nós acolhemos jovens e adultos de todas as idades e instruímos não só no jiu-jitsu, mas para a vida, pois consideramos que não há idade para aprender: eu, com 55 anos, ainda brinco com a garotada. A arte marcial promove disciplina e respeito, além de incentivar o trabalho em equipe”, completa. [caption id="attachment_77026" align="alignleft" width="800"] “Consideramos que não há idade para aprender: eu, com 55 anos, ainda brinco com a garotada”, diz Geraldo[/caption]  

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