Jundiaí

Projeto vai levar 1,2 mil bonecas a meninas angolanas


PROJETO BONECA MICHELLI BORDINHON
Crédito: Reprodução/Internet
Cerca de 1,2 mil bonecas negras confeccionadas por voluntárias do Projeto Bunekas serão enviadas para a aldeia de Kuito Nissi, na Angola, na próxima semana. O projeto, que tem o objetivo de incentivar o ato de brincar, desenvolver a criatividade e resgatar a identidade das crianças africanas, já enviou ao longo de 2 anos quase 10 mil bonecas às comunidades. Segundo explica a criadora do projeto, a psicóloga Michelli Bordinhon Dezani, as entregas são feitas mês a mês ou assim que as mesmas ficam prontas. Com 34 núcleos espalhados por todo o país, o objetivo é incentivar ainda mais a colaboração das pessoas na montagem. “As crianças não têm opções de brinquedos, principalmente as meninas. Foi aí que começamos a confeccionar as bonecas, com os mesmos padrões, levando em conta a tonalidade da pele, tipo de cabelo, roupas e acessórios culturais”, explica Michelli. Em Jundiaí já são três equipes que trabalham voluntariamente no projeto: todas dedicando seu tempo para uma causa importante: levar alegria e afago para as crianças africanas. A jundiaiense Magali Ferrari conta que há 1,5 anos descobriu a história do projeto e resolveu ajudar. Uniu a vontade de ser voluntária com o propósito de montar cada bonequinha. “Saber que um pedacinho do meu trabalho vai chegar até o outro lado do mundo é maravilhoso. Saber que uma criança vai aproveitar para brincar e se identificar com ela não tem preço.” CADA PEÇA UM TOQUE A bonecas são confeccionadas com 100% algodão e cheiro de bergamota (efeito antidepressivo e repelente), enchimento antialérgico, sem expressão de alegria ou de tristeza porque a criança deve projetar em seu brinquedo seu próprio sentimento. Em seu bolsinho vai um bilhete escrito em crioulo ‘Be sedu bunitu di mas’, que significa ‘Você é linda’. Segundo Michelli, é muito comum as mulheres usarem cabelos postiços devido a sensação térmica de 50 graus. “A falta de higiene, justamente por inacessibilidade à água, causa micose transmissível, que leva à queda capilar. Mas, como o cabelo afro favorece a maior circulação de ar, necessária para refrescar a calota craniana, então, é interessante que a criança escolha se quer usar o cabelo natural ou postiço”, explica. A boneca utiliza calcinha porque é uma maneira educacional que o projeto identificou para abordar o abuso infantil e questões de higiene. Já o turbante faz referência à cultural local. Além das bonecas, a equipe formada por 20 pessoas parte para Angola levando vestidos para as meninas, calcinhas (uma vez que é raro elas utilizarem em suas aldeias), enfeites de cabelo e filtro solar para as albinas. Quem deseja se tornar uma voluntária ou doar acessórios para compor as bonecas para entrar em contato pelo email [email protected]

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