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Protesto afeta fornecimento e gera corrida por combustíveis nos postos em Jundiaí

VINÍCIUS SCARTON | 24/05/2018 | 05:30

O movimento nos postos de gasolina de Jundiaí foi intenso na tarde de quarta-feira, devido a greve de caminhoneiros que afetou o abastecimento em todas as regiões do País. Com receio de ficar sem combustível nos próximos dias, motoristas fizeram filas para garantir o abastecimento em seus veículos. Alguns postos já estão sem o produto e em outros o estoque deve durar até amanhã. A fisioterapeuta Rosângela Borges afirmou que se antecipou a ida ao posto como forma de precaução. “Com a paralisação dos caminhoneiros e a incerteza quanto a continuidade desta manifestação optei por me antecipar”, justificou. Já o técnico em prótese dentária, Agostinho Sábio, ressaltou que viaja diariamente com seu veículo, a trabalho. “A falta da gasolina afetará demais o meu cotidiano profissional, pois dependo exclusivamente do carro para realizar deslocamentos, não somente em Jundiaí. Diante disso, já estou garantindo o combustível dos próximos dias.”

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Motivada por uma mensagem enviada por um amigo,por meio de um aplicativo, reforçando o protesto dos caminhoneiros pelo País, a professora Vera Lúcia Trevisan Germanos também esteve em um posto da cidade para abastecer seu veículo. “Tomei essa atitude após entender que a situação é séria e está ganhando proporções pelo Brasil”, disse. Em um posto de combustível na rua Baronesa do Japi, no Centro de Jundiaí, o gerente Anderson Tadeu explicou que a situação é preocupante.

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“Nós estamos sem gasolina e não recebemos combustível desde segunda-feira (21). Neste momento, o estabelecimento só está comercializando diesel”, afirmou. Em outro posto, na avenida Nove de Julho, o gerente Sergio Sartoro comentou que o estoque de etanol está chegando ao final, assim como o de gasolina. “Estamos aguardando que a situação tenha uma solução e que as entregas possam ser normalizadas, a fim de atender a demanda dos nossos clientes.” Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap), Flávio Campos, o abastecimento aos postos de gasolina só de ser normalizado quando os protestos forem encerrados. “Sendo assim, ainda não há uma previsão concreta de que a situação volte ao normal”, lamentou.

Campos lembrou, ainda, que a cidade de Jundiaí conta com cerca de 80 postos de combustíveis que, neste momento, têm autonomia (estoque) para dois ou três dias. “Diante desse cenário, as demandas vão aumentar e os estoques vão diminuir rapidamente. Nesta quinta-feira (hoje), o risco de desabastecimento é grande e todos os postos poderão ser afetados”, prevê. Sobre a atuação do sindicato, Campos reforçou que o mesmo não tem poder para influenciar as decisões neste sentido. “Diante deste cenário, se o governo não tomar uma atitude rápida e que resolva a questão, os protestos vão continuar e provavelmente todo o Brasil ficará desabastecido”, comenta.

PROTESTOS
A quarta-feira foi marcada por protestos de caminhoneiros em todo o País, inclusive na Região de Jundiaí. Em Cabreúva, a manifestação ocorreu na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (Km 78). Em Jundiaí, 30 motociclistas paralisaram a Rodovia Anhanguera no km 59.. Para hoje, está programada uma manifestação de motoristas pelas ruas e rodovias em todo o País, convocada pelos caminhoneiros. Eles pedem que todos os motoristas parem seus carros, onde estiverem, às 15h. A mensagem circula pelas redes sociais.

REGIÃO
As linhas de ônibus atendidas pela Rápido Luxo Campinas vão ter frota reduzida em 40% hoje, nas cidades de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista.


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