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Protocolo preventivo para a retomada é apresentado

Nathália Sousa | 23/05/2020 | 05:00

O Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) divulgaram uma série de medidas que são propostas aos comerciantes de Jundiaí. O intuito é colaborar com a viabilização da abertura dos estabelecimentos. A CDL e o Sincomercio desenvolveram os protocolos e o documento já foi enviado para órgãos municipais. “Sabemos que é de extrema importância que os profissionais que trabalham diretamente com o público adotem medidas preventivas no ambiente de trabalho”, avalia Edison Maltoni, presidente das entidades.

Para ele, as empresas podem retomar as atividades desde que sejam respeitadas medidas de segurança da saúde. “Desta forma, como entidades representativas do comércio, elaboramos o protocolo de medidas de emergência, que já foi apresentado ao Comitê de Enfrentamento do Coronavírus (CEC) da Prefeitura de Jundiaí, Comissão Especial da Câmara Municipal e também enviamos à Promotoria de Justiça Cível de Jundiaí. São sugestões que podem ser adotadas pelos estabelecimentos comerciais em geral visando a retomada econômica na cidade”, detalha Maltoni.

Pelas ruas, o jundiaiense tem opiniões divididas quanto a abertura total do comércio. Daiane Carrera, de 25 anos, comenta sobre a transgressão de alguns lojistas que reabrem. “Eu acredito, pela situação atual em que as coisas estão, que o pessoal já não está respeitando muito”, diz ela, que, por conta disto, vê na reabertura uma saída.

Para Daiane, liberar a reabertura dos comércios exige cuidados extremos. “Acredito que deveria liberar a reabertura dos comércios, exigindo os cuidados de higiene, o pessoal tomando cuidado, tudo certinho”, comenta.

Do mesmo modo, Luciana Caputo, de 46 anos, procura ponderar a retomada. “A situação que a gente está passando é uma situação muito difícil, porém eu acho que também precisamos trabalhar”, fala ela.

Luciana comenta sobre a pandemia e a perda de um amigo para a covid-19. “Eu tive uma perda muito grande no final de semana. Um amigo de 26 anos que estava abrindo com todos os cuidados e faleceu. Então a gente tem que pensar mais no próximo e oferecer mais qualidade de atendimento para que haja abertura”, conclui.

Vladimir Carra, de 53 anos, assim como as cidadãs citadas, acredita que pode haver um meio termo entre o funcionamento do comércio e a prevenção ao coronavírus. “Eu sou a favor, de maneira segura, com distanciamento, uso de máscara, questão da higiene, a consciência da população. Lógico que, com a pandemia, as vidas não são uma calculadora. Por outro lado, a economia também está precisando”, diz ele.

Aos 52 anos, Gisele Girardo, pensa diferente dos demais. “Eu, na verdade, sou contra reabrir totalmente o comércio. Por outro lado também tem o pessoal que precisa trabalhar, não tem como. Eu só estou na rua porque eu fui ao médico”, diz Gisele sobre as variáveis envolvidas no processo do isolamento social.

Já Bruna Silva Cruz pensa na filha. “Vai gerar muito tumulto nos hospitais e eu tenho uma menina que tem problemas respiratórios crônicos, então eu sou contra a abertura do comércio aqui em Jundiaí”, diz.

Entre as sugestões do protocolo de recomendações estão a redução do horário de funcionamento, atendimento com limitação de clientes mantendo a distância entre si, o uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários, disponibilidade de álcool em gel 70% para clientes que entrarem e saírem dos estabelecimentos, higienização de maquininhas de pagamento, redução e revezamento das equipes de funcionários, além da solicitação do aumento da disponibilidade do transporte público.

Luciana Caputo teme a pandemia, mas analisa necessidade de comerciantes

 

Vladimir Carra diz que com medidas de segurança o retorno é possível.

 

Bruna Silva Cruz teme pela filha que tem problemas respiratórios crônicos.


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