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Quarentena obriga empresas a adotarem sistema de home office

ANGELO AUGUSTO | 19/03/2020 | 05:01

Como forma de conter a propagação do novo coronavírus pelo Brasil, diversas empresas estão determinando que seus funcionários trabalhem de casa, no famoso sistema home office ou teletrabalho. Em Jundiaí não tem sido diferente com boa parte dos profissionais que já se organizam para continuar suas atividades, mas agora longe dos escritórios.

É o caso de Vitor Vieira, de 22 anos, funcionário de um escritório de consultoria de investimentos. “A empresa em que trabalho já oferece a opção do home office, desde que não interfira no rendimento e na carteira de clientes. Eu particularmente me dou bem trabalhando em casa porque o tempo economizado de deslocamento até o escritório é um fator positivo, além de ser um ambiente menos engessado, onde fica mais à vontade”, comenta Vitor.

Segundo ele, o ponto negativo fica por conta de ser mais difícil manter o foco o tempo inteiro, por conta de interação com a família. “Considero a empresa o local mais adequado. Estudos mostraram que o isolamento realmente é muito eficaz na prevenção e acredito que, se cada um fizer a sua parte, isso pode ser benéfico para o coletivo”, comenta.

Já Matheus Cunha, de 28 anos, analista de infraestrutura de TI, está no grupo de risco por ser diabético. Ele tem trabalhado em casa. “Na minha função eu consigo fazer praticamente tudo que faço na empresa, remotamente, pois muitas coisas estão na nuvem do computador e isso diminui o impacto de eu estar em casa. Como sou do grupo de risco, todo o cuidado é pouco, pois o vírus se espalha muito rápido. Creio que muita gente pode perder o emprego nos próximos dias por conta da parada das fábricas e indústrias, até porque a economia do país já está péssima”, relata.

Sthefany Suzuki, de 25 anos. é gestora pedagógica de uma editora de sistemas de ensino bilíngue em São Paulo, considera que a área educacional vai ser uma das mais prejudicadas, por conta do cancelamento das aulas. “Não considero um prejuízo trabalhar em casa, mas é algo que exige extrema concentração e um foco muito grande. Tendo em vista que as escolas não estavam preparadas para a suspensão das aulas todos ficaram meio perdidos sobre o que fazer”, relata.

>Uma plataforma on-line foi disponibilizada para que os alunos realizem diferentes atividades enquanto estão em casa. “A proposta é que eles não fiquem em casa sem conteúdo e para que os pais não percam o dinheiro investido nas mensalidades. Enquanto isso, os professores ficarão em plantão de dúvidas”, conta.


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