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Reabertura do comércio gera aglomeração em algumas lojas

Nathália Sousa | 01/06/2020 | 16:32

O primeiro dia de reabertura das lojas no comércio do Centro mudou a rotina desta segunda-feira (1). Lojas e ruas lotadas desde as primeiras horas do dia. Algumas lojas não chegaram a reabrir as portas e preferiram manter o atendimento via WhatsApp.

Já outras, inclusive de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, tiveram um público considerável, mas seguiram a risca as condições de atendimento, como o uso de máscaras por clientes e funcionários, disponibilização de álcool em gel e aferição da temperatura na entrada, limitada a um número de clientes por vez.

O autônomo Wesley Manoel dos Santos fazia compras com a esposa e o filho. “Precisávamos e minha esposa quis vir. Mas na minha opinião vai durar pouco esta pandemia. O pessoal não respeita distância nas lojas, a única obrigatoriedade mesmo é a máscara”, diz ele enquanto a esposa concorda que em alguns estabelecimento não há, a rigor, o cumprimento das normas.

Já a metalúrgica Cláudia Carvalho estava acompanhada do marido, Arlindo Silva e comprava coisas que não podia adquirir à distância. “Já estava esperando reabrir. Nem toda loja faz entrega onde eu moro.” Sobre a possível contaminação generalizada, Cláudia conta que na loja em que foi comprar, o protocolo está correto. “As pessoas estão bem cuidadosas, estão respeitando, ofereceram álcool em gel, mediram minha temperatura, pediam o espaçamento nas filas, todo mundo de máscara.”

Hoje o dia estava mais quente do que nos anteriores, o chão ainda estava molhado já as 15h por conta da higienização feita para a reabertura. O produto parecia evaporar por conta do calor e o cheiro de cloro estava forte em alguns pontos da rua Barão de Jundiaí. Isto, porém, não foi impeditivo para os consumidores. Ávidos pela reabertura, esperaram mais de 60 dias para poderem entrar em uma loja do comércio não-essencial e saírem com as mãos abarrotadas de sacolas.

Não foi o caso do professor José Carlos Maia que passava pela Barão de Jundiaí após ida rotineira à padaria. “Eu só venho na padaria e na lotérica. Roupa não dá porque o dinheiro acabou”, diz ele. Mesmo imersos numa crise econômica, os consumidores de Jundiaí, ao contrário dele, parecem ter guardado um dinheiro para a volta do comércio.

A vendedora Ana Paula Oliveira trabalha no Centro e conta que desejava voltar à ativa, mesmo temendo os perigos da pandemia. “Eu gostaria de voltar. Claro que a gente tem medo, por causa dos casos aumentando, mas eu estava ansiosa para voltar sim. Máscara as pessoas repeitam mais, mas distanciamento não muito. Hoje mesmo, teve bastante gente no centro, dá um pouco de medo”, conta ela.

Assim como determinou o decreto municipal, publicado na última sexta-feira (29), algumas das regas para que comércios de rua voltem a funcionar é a disponibilização de álcool em gel, entrada e permanência de 20% da capacidade de clientes no estabelecimento e provadores fechados, entre outros.

 

 


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