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Reconstrução mamária garante autoestima; não há fila para o procedimento em Jundiaí

VINICIUS SCARTON | 06/10/2018 | 07:01

A auxiliar administrativa Claudia Suzete Garbim Mola, de 48 anos, passou por uma cirurgia de reconstrução mamária há cinco anos. Diagnosticada com câncer de mama em outubro de 2013, no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, ela recorda que o atendimento foi rápido. “Naquela ocasião utilizei o convênio médico e um mês depois do diagnóstico, em novembro, já passei pelo procedimento cirúrgico com reconstrução imediata”, recorda.

Muitas mulheres optam pela reconstrução imediata, junto com a mastectomia, para evitar que a retirada da mama afete a autoestima ou cause depressão. “Fiz uma quadrantectomia e a cirurgia foi um sucesso. Foram retirados dois tumores e sete linfonodos”, lembra. A recuperação também foi ágil e, em janeiro de 2014 Claudia passou pelo tratamento oncológico de quimioterapia, com duração de sete meses, além da radioterapia. “Em um ano consegui retomar a minha vida, mas sempre fazendo o acompanhamento médico. E no final de 2015 voltei a trabalhar.”

Sem fila

No mês do Outubro Rosa, que estimula a luta contra o câncer de mama e seu diagnóstico precoce, Jundiaí tem uma boa notícia. De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, na atualidade não há fila de espera pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de cirurgias de reconstrução mamária.

Segundo a cirurgiã plástica Karina Aprillanti, uma das médicas da equipe de cirurgia plástica do São Vicente que conta com quatro profissionais, a unidade hospitalar realiza uma média mensal de 5 a 6 procedimentos. “A demanda é formada por pacientes de Jundiaí e das cidades da Região”, descreve. A especialista afirma que o procedimento é realizado entre todas as faixas de idade, com a maior concentração entre pacientes de 40 a 60 anos de idade.

A assessoria de imprensa do hospital detalha que o fluxo para a cirurgia de reconstrução passa pelo mastologista do Serviço de Saúde da Mulher, Marcelo Cesário, que programa o procedimento já com laudo de internação, aviso cirúrgico e exames pré-operatório. Em nota, a assessoria também ressalta que a paciente é encaminhada para o São Vicente, onde é feita avaliação pré-anestésica. “No São Vicente, onde existe a programação do procedimento cirúrgico para reconstrução da mama, a paciente passa pela consulta com a equipe da cirurgia plástica e realiza o procedimento em até 30 dias”, confirma.

Karina Aprillanti diz ainda que nem todas as pacientes têm condições de realizar uma reconstrução mamária imediata, pois às vezes o tratamento oncológico precisa ser finalizado antes. “A avaliação do mastologista é que vai definir o encaminhamento para uma possível reconstrução ou não, e quando ela será feita, dependendo do tipo de tumor”, explica a médica. O São Vicente realiza tanto a cirurgia imediata quanto a tardia, neste caso depois que a paciente já fez todo o tratamento.

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