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Rede de prevenção à violência contra idoso está em estudo em Jundiaí; saiba os motivos

felipe torezim | 21/06/2018 | 05:30

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um estudo alarmante: um a cada seis idosos sofreu algum tipo de abuso em 2017. O índice representa um total de 141 milhões de idosos nessa situação em todo o planeta.

Não há dados regionais, mas a situação preocupa autoridades e especialistas da área. Tanto que está em fase de estudo a criação de uma rede que envolverá OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil e Militar, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e um representante do poder público, para criar mecanismos de prevenção à violência contra o idoso.

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Segundo o conselheiro Milton Calzavara, do Conselho do Idoso, um dado que preocupa é o envolvimento da própria família nas situações de violência, principalmente nas agressões físicas e violência psicológica.

“A violência física ocorre por falta de paciência e equilíbrio. A pessoa idosa requer mais cuidados e muitas vezes, até por falta de conhecimento, acontece a agressão”, explica o conselheiro. “Já a violência emocional ocorre quando os idosos são abandonados nos asilos. Eles perdem o vínculo familiar, que é muito forte, e gera uma série de consequências psicológicas”, completa.

Calzavara ainda cita outra violência comum, mas que costuma ocorrer fora do laço familiar. “É muito comum a gente ver também violência financeira. São os estelionatários, que aproveitam para aplicar golpes.”

Para o promotor da Justiça do Idoso em Jundiaí, Flamínio Silveira Amaral Junior, isso acontece pela fragilidade desse público. “Os idosos são vulneráveis e, além disso, não é da cultura ocidental valorizá-los. Infelizmente, muitos ainda acham um peso ter uma pessoa de idade em casa”, lamenta.

Ainda segundo ele, a fórmula para mudar esse cenário não tem segredo. “Todo mundo quer envelhecer com saúde e é necessário conscientizar a todos, desde a infância, que deve ter cuidado e respeito com os mais velhos”, argumenta. “Além disso, é necessário uma punição mais rígida aos agressores. Que a Justiça aja de forma rápida, pois a Justiça que tarda falha”, completa.

AJUDA
Flamínio considera que as políticas públicas do município são boas em assistência aos idosos. “A cidade é bem estruturada com órgãos públicos e entidades filantrópicas que dão assistência aos idosos e maioria dos casos é resolvida com auxílio desses órgãos, sem necessidade de entrar nas áreas cíveis ou criminais”, afirma.
O conselheiro do idoso concorda que a atuação é boa, mas acredita que ainda há espaço para melhorar. “Estamos sempre buscando melhorias, como por exemplo, levar atividades do Criju (Centro de Referência do Idoso de Jundiaí) aos bairros”, diz.

CIDADE VICENTINA IDOSO VELHO

Foto: Alexandre Martins/Jornal de Jundiaí 


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