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Redução de juros imobiliários reanima setor de habitação

Guilherme Barros | 10/10/2019 | 05:00

A queda do valor da taxa de juros no financiamento da Caixa Econômica Federal, anunciada esta semana, animou o setor de habitação, que durante os últimos anos patinou junto com a recuperação econômica do país. Detentora de 69% do mercado de crédito imobiliário no Brasil, a estatal acompanhou o movimento dos bancos privados Itaú e Bradesco, e reduziu a taxa de juros de antes 8,5% para 7,5%.

“Traduzindo para números reais, um financiamento de um imóvel na faixa dos R$ 180 mil permite que o valor da parcela seja reduzido em até 150 reais por mês. Parece irrisório, mas aumenta muito o poder de compra”, é o que explica o diretor Regional do Sindicato da Habitação (SECOVI), Ricardo Benassi. “A caixa reagiu à iniciativa das instituições privadas para não perder a fatia de mercado, como líder no segmento”, completa.

A abertura do mercado é comemorada também pelas construtoras e incorporadoras, que nos últimos anos presenciaram debandadas em contratos já assinados por clientes, que tiveram até que devolver as chaves das aquisições para não se comprometerem. “Muita gente teve que entregar o apartamento pela realidade financeira que se encontrava. Hoje a intenção é trazer essas famílias de volta, apesar de esta sinalização do mercado não significar atração imediata”, pondera José Roberto Orlando, diretor da SCO Tebas, em Jundiaí, em alusão ao fato de a reação não ser tão rápida quanto a redução de juros.

Quem tinha oferta maior que a demanda de anos anteriores já começa a ver com bons olhos a arremetida nas vendas. Em agosto deste ano, o volume financiado aumentou quase 20% em relação ao mesmo mês de 2018. “Este 1% de redução parece irrisório, mas acompanha a manutenção da taxa Selic (6,5%. Hoje, para nós, o imóvel pronto deixou de ser um problema”, comemora Frederico Campaner Fernandes, coordenador comercial da FA Oliva. Um de seus últimos empreendimentos, com 180 apartamentos, está com 90% das unidades vendidas na planta.

Quem comemora também com o impacto da redução de juros dos bancos são os corretores. Um deles, Mychel Ribeiro, aposta na retomada de contatos antigos, que adiaram investimentos em anos anteriores, para se dar bem nas novas vendas. “É uma esperança para todos”. A Caixa Econômica Federal começa a aplicar as novas taxas para contratos a partir de 14 de outubro.

 


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