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Reforma da Previdência divide opiniões em Jundiaí

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 16/02/2019 | 05:05

Anunciada na última quinta-feira (14), após o aval do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a reforma da Previdência do governo vai prever idades mínimas para aposentadorias diferentes para os dois sexos: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Mas esse requisito não será aplicado imediatamente. Há um período de transição para que a idade mínima alcance esse patamar. No caso dos homens, o período será em 10 anos se a proposta for aprovada pelo Congresso. Para mulheres, a transição é de 12 anos.

Em Jundiaí, a notícia deixou a população com diferentes opiniões: “Eu vi como algo positivo, pois havia a possibilidade de ser ainda mais alta a idade. Desta forma que ficou, me agradou”, diz o comerciante Célio Rocha. Para Elisângela Corrêa, ainda não dá pra ter uma avaliação. “É difícil falar, pois cada presidente que assume propõe algo diferente para a reforma da previdência e não sabemos se, assim, será positivo ou não no futuro”, comenta.

Um dos principais pontos nesta reforma da previdência, a idade foi o que mais chamou a atenção de João Carlos Souza Freitas. “Hoje, o cara que tiver 60 anos de idade e 35 anos de trabalho, consegue se aposentar praticamente com o teto da aposentadoria. Com a nova lei, não vai poder. Então, essa transição precisa ficar muito bem explicada pelo governo”, destaca o administrador.

O advogado Felipo Henrique Zampa acha que é uma mudança necessária, desde que seja bem organizada. “É preciso igualar a situação das pessoas. O setor privado paga muito e recebe pouco lá na frente em relação a aposentadoria. No setor público acontece o inverso, então parece que no Brasil sempre terão os privilegiados”, avalia Felipo.

Pela proposta apresentada pelo presidente, os servidores públicos também terão que cumprir as idades mínimas previstas no projeto. Atualmente, os servidores podem se aposentar com 60 anos (homem) e 55 anos (mulheres). Porém, há quem desconfie que a ideia ficará somente no papel e não será cumprido. “Acho difícil e não confio. Acredito que muita coisa irá mudar e melhorar, mas na hora da aprovação eles irão ceder a uma série de coisas em relação a esse projeto inicial, como regra de transição ou a própria idade. Podem até terem feito já pensando em mudar”, completa o advogado.

Juliana Fernandes se preocupa com quem está apenas no começo da carreira. “Alguns pontos terão benefícios, mas não para todo mundo. Para quem está no meio da carreira não deve fazer tanta diferença, mas quem está iniciando, vai ter que trabalhar muito mais”, destaca Juliana. Marta de Aguiar Novaes aprovou a idade reduzida para as mulheres. “Acho que a parte positiva disso são os três anos a menos pra mulher. Achei justo. Poderia ate ser com menos de 62, mas mesmo assim achei bom”, diz a secretária.

REFORMA
A proposta de Bolsonaro é mais dura do que a versão final do projeto de Michel Temer, que já poderia ser votado pelo plenário da Câmara e também prevê uma idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), mas essas faixas etárias seriam alcançadas em 20 anos. A expectativa é de o presidente, Jair Bolsonaro, assine o texto na próxima quarta-feira (20) e, no mesmo dia, ele seja divulgado publicamente e enviado à Câmara dos Deputados.

ENQUETE NOVA LEI DA APOSESNTADORIA 65 ANOS HOMEM 62 ANOS MULHER JULIANA RODRIGUES FERNANDES


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