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Região corresponde a 50% da demanda de UBSs

| 29/04/2014 | 11:37

Não é só o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) que atende a demanda das cidades da Região. Existem hoje 720 mil pessoas cadastradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Jundiaí, mas a população total do município é de 390 mil habitantes. De acordo com o secretário de Saúde, Gerson Vilhena, no dia 21 de abril, 450 pessoas passaram por consultas no Pronto Atendimento (PA) Central, mas destes, 55% não eram moradores locais.

“Nós abrimos esse pronto atendimento para desafogar o Hospital São Vicente de Paulo e funcionou por alguns meses, mas hoje já há mais demanda, que lota tanto um quanto outro”, afirmou. Na visão de Vilhena, a abertura de novas Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto atendimento é importante, porém paliativa.

“Existe um projeto do governo federal cuja ideia é garantir melhor divisão regional da saúde. Todos os municípios assinariam. Isso ajudaria bastante para garantir que não só a cidade sede custeie os gastos com saúde. Mas pode não sair esse ano o anúncio do projeto.”

Durante a prestação de contas da Secretaria de Saúde de Jundiaí – referente ao último quadrimestre de 2013 -, que aconteceu nesta segunda-feira (28) pela manhã na Câmara Municipal, foi apresentado que dos quase R$ 359 milhões recebidos para custear gastos da pasta no ano passado, 22% veio de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde), pagos pelo governo federal, e 0,2% foi investido pelo governo estadual.

No caso do HSVP, o custo mensal para manutenção e atendimento de 25 mil pacientes é de R$ 10,9 milhões, sendo que R$ 6,6 milhões são pagos pela prefeitura e R$ 4,3 milhões repassados pelo governo federal por meio do SUS. Por outro lado, enquanto nas UBSs, a demanda regional é de quase 50% do total, no São Vicente, 71,41% dos atendimentos são de pacientes de Jundiaí.

Várzea Paulista representa 10,04% dos atendimentos, seguida de Campo Limpo Paulista, com 5,25% dos pacientes. Itupeva, Cabreúva, Jarinu, Louveira, Itatiba e Morungaba representam juntas menos de 10% da demanda. No Hospital Universitário (HU) as estatísticas são semelhantes.

Ao todo, 73% dos pacientes que passam pela urgência são de Jundiaí, seguidos de 15% de Várzea Paulista e 3% de Campo Limpo Paulista, sem contar as demais cidades, que juntas representam 9% dos atendimentos.

Hospital Regional
Vilhena não conta com o Hospital Regional, que deve ser inaugurado em junho desse ano, para dividir a demanda municipal por cirurgias de média complexidade. “Esse hospital terá que cobrir todos os casos da Região. Em Jundiaí o impacto pode ser pequeno.” Além disso, o hospital só fará cirurgias eletivas encaminhadas pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) ou diretamente pelo governo do Estado.

Filas
Desde o começo do ano passado, a Prefeitura de Jundiaí vem investindo em mutirões para zerar as filas de espera de cirurgias de médio porte e exames específicos, como ressonâncias magnéticas. Ao assumir a pasta, no começo de abril, o secretário Gerson Vilhena afirmou que no momento a única especialidade ainda com fila no município é ortopedia, que conta com três mil pessoas aguardando consultas.

Na ocasião de seu anúncio como novo secretário, Vilhena afirmou que um mutirão de ortopedia seria realizado aos sábados, ainda em abril, no São Vicente. O prazo foi remarcado para junho. “Serão dois sábados voltados a isso. A escolha do hospital é para que sejam feitos, na hora, os exames necessários após os pacientes passarem por consulta. Assim já saem com encaminhamento.”


Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/regiao-corresponde-a-50-da-demanda-de-ubss/
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