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Região do Cecap aparece na lista de mais casos de covid-19

Nathália Sousa | 09/07/2020 | 11:11

Figurando como o quinto bairro com o maior número de infectados por coronavírus em Jundiaí, o Cecap tem 196 casos confirmados, segundo a Prefeitura de Jundiaí no boletim divulgado nesta quarta-feira (8). O bairro fica atrás apenas do Anhangabaú (203), Jardim do Lago (265), da Vila Maringá (277) e do Novo Horizonte (303 casos).

A maior parte da população do Cecap parece respeitar o uso da máscara, mas alguns, principalmente crianças, não

Por ser uma região populosa, muitos moradores estavam pelas ruas. Alguns utilizando máscaras, mas outros alheios à situação. A moradora do bairro, Sônia Souza, operadora de brinquedos em um parque de diversão, diz que está sem trabalhar por conta do isolamento, mas diz acreditar que a população local tem respeitado. “A comunidade e os comerciantes estão respeitando bem. Não vejo muitas festas por aqui, apenas um dia que um bar abriu e o pessoal ficou do lado de fora bebendo, mas já voltou a fechar de novo”, diz ela indicando um bar na avenida principal do bairro.

Sônia Souza percebe respeito da população às medidas de prevenção

Como o Cecap não tem muitos bancos, a opção dos moradores é utilizar um caixa eletrônico instalado dentro de um mercado. A fila no local é inevitável. A dona de casa Andréia Vilas Boas diz perceber algumas exceções entre aqueles que respeitam a quarentena. “Estão usando máscara e álcool em gel, mas às vezes acontece aglomeração. Tem que tomar cuidado com essa doença. A avó e a tia da minha filha pegaram coronavírus, mas elas moram no Jardim Adélia (bairro vizinho), aqui eu não conheço ninguém que pegou.”

Andréia Vilas Boas diz que infelizmente nem todos respeitam

NAS RUAS

Pelas ruas, crianças brincando, andando de bicicleta, e pessoas utilizando os serviços disponíveis pelo bairro. Para o repositor Cristiano da Silva Menezes a situação não está tão boa. “Eu percebo que muita gente sai sem precisar. Outro ponto são os ônibus. Na maioria das vezes estão cheios, demoram demais e, quando passam, já tem muita gente nos pontos. As pessoas saem para andar, muitos sem máscara, como se estivessem passeando. Aglomeração estão evitando, mas não temos como saber de tudo”, diz ele sobre festas clandestinas.

Cristiano da Silva Menezes diz não ver todos do bairro de máscara

O vigilante Roberto da Silva Santos estava justamente no ponto aguardando o ônibus e lamenta que as pessoas esqueçam das máscaras. “Por volta das 22h eu não escuto mais barulho. Acredito que todo mundo esteja dormindo”, diz ele.

A comerciante Fátima Maciente, percebe muita gente sem máscara na região. “Não estão se cuidando como deveriam. A molecada vai para cima e para baixo sem máscara, jogando futebol. A gente fica preocupada. Fora os ônibus lotados, daí não adianta porque tem aglomeração de qualquer jeito”, diz ela sobre quem depende do transporte público, afirmando ainda que há muitas pessoas que fazem festinhas e reuniões familiares.

Assim como comentou Fátima, sobre as crianças que estão nas ruas sem máscara, em um terreno vazio no bairro, a reportagem do JJ flagrou alguns meninos soltando pipas, com idades que pareciam variar entre 4 e 9 anos. As crianças não usavam máscaras e estavam próximas umas das outras.


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