Jundiaí

Região tem vítimas de fraudes no auxílio

Eduardo pai auxílio
Crédito: Reprodução/Internet
A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou no final de maio, mais de 160 mil possíveis fraudes no recebimento do Auxílio Emergencial de R$ 600, disponibilizado pelo governo federal. As irregularidades vão desde as pessoas que receberam o dinheiro indevidamente até aqueles que precisam, mas tiveram as contas saqueadas por golpistas. Aqui na região, a Polícia Federal (PF) prendeu no início do mês, em Várzea Paulista, um homem acusado de fraudar Seguros Desemprego e Auxílios Emergenciais. Até agora não houve novas prisões, mas as investigações continuam para chegar a outros integrantes da quadrilha que receberam o dinheiro. Enquanto isso, muitas pessoas que precisam do benefício ainda aguardam um retorno. É o caso da confeiteira Zilda Aparecida Moreno, que faz bolos, tortas, salgados, mas está com dificuldades nas vendas. “Faz muita falta esse dinheiro. A primeira parcela do auxílio eu recebi pela minha poupança, porém, a segunda, que teve que criar a conta virtual, eu esperei a data do saque e fui no banco, mas o dinheiro não estava na minha conta”, lamenta. Ela conta que a funcionária do banco informou que alguém havia pago um boleto em seu nome. “Eu expliquei que não tinha mexido na conta, que nem tinha ido ao banco, então me orientaram a fazer um Boletim de Ocorrência”, conta ela sobre a fraude que sofreu. Também vítima de fraude, o fotógrafo Daniel Tegon Polli conta que deu sorte em seu caso. “Não chegaram a pegar meu dinheiro. Eu baixei o aplicativo e tinha um cadastro em meu nome. Eu fui recuperar a senha e vi que tinha um e-mail temporário, o telefone cadastrado também não era o meu. Fui numa agência e mudaram todo o meu cadastro”, diz. Ele conta que foi resolver o problema antes da data de saque e da transferência. “Deu tempo de recuperar a conta, mas é provável que se eu tivesse ido depois, teriam movimentado a conta”, diz ele. [caption id="attachment_95674" align="aligncenter" width="800"] Daniel Tegon Polli pôde reaver sua conta a tempo, mas nem todos conseguem[/caption] Com o segurança Eduardo Aparecido do Nascimento o caso foi um pouco diferente. O filho dele, Carlos Eduardo dos Santos Nascimento, está desaparecido desde o final de dezembro, mas teve os dados registrados para receber o auxílio. “Como a gente estava fazendo algumas investigações por conta, eu vi que tinha uma linha telefônica registrada no nome dele e aí uma amiga me alertou para eu ver no aplicativo da Caixa se ele estava cadastrado. A mãe dele ligou para perguntar e informaram que as duas primeiras parcelas já tinham sido sacadas”, conta. Segundo Nascimento, algumas pessoas estavam usando o nome do filho e seus documentos para fazer os saques. “Os documentos estão com a mãe dele, ele não levou no dia em que desapareceu. A linha telefônica foi registrada em 20 de dezembro, quando ele desapareceu, e foi desativada em abril. Acho que desativaram quando viram que já estava certo receber o dinheiro”, conta. A Polícia Federal informa que, identificando irregularidades em suas contas, os beneficiários devem se dirigir a uma agência da Caixa para iniciar o processo de contestação de movimentação em conta e receber eventual ressarcimento. [caption id="attachment_95675" align="aligncenter" width="648"] Eduardo do Nascimento flagrou uso indevido do nome e dos documentos do filho desaparecido[/caption]

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