Jundiaí

Relojoeiro: mercado tem poucos profissionais


RELOJOARIA CONSERTO DE RELOGIO NOELI FATIMA DA SILVA
Crédito: Reprodução/Internet
A relação entre a gerente Noeli Fátima da Silva e a dona de uma ótica Aparecida de Fátima Silveira Negri vai muito além dos encontros diários no ambiente de trabalho. Há 25 anos, a ex-empregada doméstica ganhou a confiança da proprietária para subir ao posto mais alto da empresa e hoje se destaca como uma das profissionais mais respeitadas no ramo da relojoaria. Com a morte do marido, em 2014, Fátima precisou de uma profissional na ótica da família e Noeli se interessou pelo ofício. Foi assim que aprendeu a consertar relógios de pulso e de parede. “Hoje não conheço ninguém que arrume relógios aqui na Vila Hortolândia. Os bons profissionais estão acabando”, lamenta Fátima. Na contramão da escassez de profissionais da área, muita gente ainda aposta em consertar o relógio de pulso e parede ao invés de comprar um novo. “Temos notado que o conserto aumenta mês a mês”, diz Noeli, referindo-se à média de 600 a 750 relógios restaurados todos os meses, em serviço que vão desde troca de baterias a troca de ponteiros. Ela conta que nestes últimos 19 anos tem aprendido de tudo um pouco, mas sabe que mesmo se referindo a consertos é preciso toda a atenção porque as peças têm um valor sentimental. “O mais difícil é o ponteiro de segundos, mas neste caso só com lupa e pinça. Muitas vezes a peça é passada de pai pra filho, por isso temos que ter todo o cuidado possível”, completa Noeli. Um conserto de relógio de pulso pode custar entre R$ 30 e R$ 65. “Muitos vêm por indicação, justamente pela credibilidade que temos com nossos clientes”, finaliza.  

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